A membrana plasmática é uma estrutura altamente diferenciada, que delimita a célula e lhe permite manter a sua individualidade relativamente ao meio externo. Constitui uma barreira seletivamente permeável, com sistemas de transporte que regulam a composição iônica e molecular do meio intracelular, e ainda controla os fluxos de informação entre as células.
1 – CÉLULAS PROCARIÓTICAS E EUCARIÓTICAS
Uma vez formulado a teoria celular, ficou claro que todo ser vivo era formado por células. Entretanto, cada ser vivo é diferente de outro. Será que cada um possui o mesmo tipo celular?
Os primeiros grandes citologistas notaram que havia diferenças entre as células estudadas de indivíduos de espécies diferentes. Entretanto, notou-se que todas as células possuíam sempre três estruturas, independente do seu tamanho ou função. As três partes fundamentais são: um líquido viscoso denominado citoplasma, uma membrana envolvente denominada de membrana plasmática, e uma estrutura ovóide ou esférica, o núcleo.É bom que ressaltemos um ponto de suma importância. Existem algumas células, como as hemácias e as células vegetais denominadas elementos crivados que não possuem núcleo, embora sejam células.
Os estudos mostraram que havia basicamente dois tipos celulares: células procarióticas e as células eucarióticas. O quadro abaixo resume bem as principais diferenças entre elas:
| Principais Diferenças |
Células Procarióticas | Células Eucarióticas |
| Quanto ao Tamanho da Célula |
São bem menores. | São bem maiores que as procarióticas. |
| Compartimentalização | Não apresenta membranas internas. |
Apresenta membranas internas. |
| Quanto ao Número de Células |
Unicelulares. | Multicelulares. |
| Quanto ao Material Genético |
Fica imerso no líquido citoplasmático nucleóide. |
Fica mergulhado no núcleo da célula. |
| Exemplos | Bactérias; Arqueobactérias. |
Demais seres vivos. |

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Figura 1. Esquema de uma Célula Procariótica.

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Figura 2. Esquema de uma Célula Eucariótica.
A) CONSTITUIÇÃO DA MEMBRANA PLASMÁTICA E SUAS FUNÇÕES
O modelo mais aceito para a constituição dessa membrana, foi formula por Singer e Nicolson, em 1972 e denominado de modelo do mosaico fluido. Os fosfolipídios, componentes predominantes da membrana, são anfipáticos, isto é, possuem uma parte da molécula que é hidrofílica (com afinidade pela água) e outra hidrofóbica (sem afinidade pela água). Quando em contato com a água esses fosfolipídios tendem a formar bicamadas concêntricas, semelhantes à membrana plasmática. Nessas bicamadas as moléculas de lipídios se arranjam de tal forma que as partes hidrofílicas ficam em contato com a água (tanto na monocamada externa quanto na interna) e as hidrofóbicas ficam em contato entre si. Nota-se que, desta forma, que se forma uma região hidrofóbica no “interior” da bicamada que impede a passagem de substâncias hidrossolúveis.

A membrana plasmática como visto acima, possui uma formação tal que, nem tudo consegue passar pela membrana. Por isso, dizemos que a membrana plasmática possui uma permeabilidade seletiva, ou seja, é semipermeável. Ela cumpre uma vasta gama de funções.
A primeira função, do ponto de vista da própria célula é que ela dá individualidade a cada célula, definindo meios intracelulares e extracelulares; Outra função é a capacidade da membrana em formar ambientes únicos e especializados, cuja composição e concentração molecular são conseqüência de sua permeabilidade seletiva e dos diversos meios de comunicação com o meio extracelular. Além de delimitar o ambiente celular, compartimentalizando moléculas, a membrana plasmática representa o primeiro elo de contato entre os meios intra e extracelular, traduzindo informações para o interior da célula e permitindo que ela responda a estímulos externos que podem, inclusive, influenciar no cumprimento de suas funções biológicas. Também nas interações célula-célula e célula-matriz extracelular a membrana plasmática participa de forma decisiva. É, por exemplo, através de componentes da membrana que células semelhantes podem se reconhecer para, agrupando-se, formar tecidos.
B) TRANSPORTE CELULAR PELAS MEMBRANAS
Algumas moléculas conseguem ultrapassar a membrana de forma espontânea, ou seja, sem gasto de energia. Este tipo de transporte é denominado transporte passivo. Entretanto, outras moléculas requerem certo valor energético para que possam passar pela membrana. Este tipo de transporte, por sua vez, é denominado transporte ativo.
Para entendermos melhor os transportes que ocorrem precisamos revisar um conceito de concentração. A concentração é definida como sendo a razão entre massa do soluto pelo volume do solvente. A concentração no interior de uma célula pode ser maior, menor ou igual à concentração do meio em que esta se encontra. Ao compararmos duas soluções quanto à concentração, chamamos de hipertônica aquela solução que é mais concentrada em solutos, ou seja, a quantidade de solutos é bem maior que a outra. Entretanto, chamamos de hipotônica aquela solução que é menos concentrada em solutos, ou seja, que possui uma menor quantidade de solutos dissolvidos. Contudo, se ambas apresentam a mesma concentração dizemos que são soluções isotônicas.
O transporte passivo é aquele transporte em que não há gasto de energia. Ele pode ser basicamente de três tipos: Osmose, Difusão e Difusão facilitada.
A OSMOSE é um tipo de transporte em que apenas o solvente (água) se difunde através da membrana. Esse transporte ocorre do meio HIPOTÔNICO para o meio HIPERTÔNICO.



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Figura 5. Tipos de Transporte Através da Membrana.


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Figura 7. Plasmólise em Células Vegetais.
A manutenção das diferenças de concentrações destes íons é fundamental para o metabolismo celular. Os íons potássio são importantes em alta concentração na célula, pois são necessárias na síntese de proteínas. O bombeamento de sódio para fora da célula serve para compensar a necessidade de alta concentração de potássio dentro da célula, resolvendo então um problema osmótico.

A exocitose por sua vez, é um processo de eliminação de certas substâncias. É realizado para a eliminação de resíduos da digestão intracelular, e é também o processo pelo qual células glandulares secretam seus produtos.


A membrana plasmática também possui envoltórios externos que auxiliam no desenvolver de suas funções. Esses envoltórios são: Glicocálix e as paredes celulares. O GLICOCÁLIX é a primeira estrutura que encontramos, sem precisar penetrar na célula. Ele pode ser comparado a uma “malha de lã”, que protege a célula das agressões físicas e químicas do meio externo. Mas também mantêm um microambiente adequado ao redor de cada célula, pois retêm nutrientes e enzimas importantes para a célula. É formado, basicamente, por carboidratos e está presente na maioria das células animais. As principais funções são: proteção, reconhecimento celular, estimular formação de anticorpos e aumentar adesão entre as células. Em relação às PAREDES CELULARES temos a parede bacteriana e a parede celular. A parede bacteriana é uma estrutura resistente responsável pela forma das bactérias, e sua principal função é evitar que a bactéria se rompa quando em meios hipotônicos. A parede celular está presente em células vegetais e possui a função de fornecer rigidez às plantas.
isso é bem interessante
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