A Revolução Industrial

Em meados do século XVIII, ocorreram na Inglaterra algumas transformações nos meios de produção. Surgiu a máquina a vapor. Dentre as principais causas que levaram à Revolução Industrial, podemos destacar:

O avanço da ciência, com o surgimento da física através de Isaac Newton, fato que possibilitou transformações tecnológicas.

O crescimento das cidades, pois os camponeses fugiam em massa dos campos em busca de melhores condições.

Após a Revolução Gloriosa (1689), a Inglaterra viveu um período de desenvolvimento proporcionado principalmente pela burguesia, que se concentrava principalmente nos centros urbanos.

O liberalismo econômico – O pensamento liberal teve grande expressão, principalmente na Inglaterra, em meados do século XVIII. O principal representante do liberalismo foi o economista Adam Smith. Em sua principal obra, A Riqueza das Nações, Smith fez várias críticas ao mercantilismo, pregando a liberdade de mercado, ou seja, a não existência de monopólios comerciais. As leis do mercado deveriam ser determinadas pela oferta e pela procura, e não por um rei. O liberalismo econômico teve um papel fundamental na evolução e consolidação do capitalismo.

As Transformações Causadas pela Revolução Industrial

Com o surgimento das máquinas muitos acreditaram que a miséria no mundo acabaria. Para alguns teóricos, a máquina facilitaria o trabalho dos homens e, segundo o liberalismo econômico, a produção seria muito maior, os preços dos produtos cairiam e todos teriam acesso a eles. Mas, os fatos não se passaram desta maneira.

A máquina trouxe o desemprego para muitas pessoas. Em algumas regiões da Inglaterra, a chegada da máquina revoltou os trabalhadores que perderam seus empregos. Várias fábricas foram destruídas. Além disso, as máquinas proporcionaram novas relações entre os homens. Os trabalhadores tiveram de se adaptar às novas formas de produção, pois não era possível ajustar as máquinas à sua capacidade de produção. Pelo contrário, era a máquina quem ditava o ritmo de trabalho. Foi justamente a partir deste período que se desenvolveram os relógios tal qual os conhecemos. Os relógios tinham a função de ”adestrar” os trabalhadores.

As jornadas de trabalho dentro das fábricas variavam de 14 à 16 horas de trabalho. Homens, mulheres e crianças trabalhavam além de sua capacidade física. O local de trabalho era pestilento, sem a mínima garantia de higiene e segurança. As crianças dormiam freqüentemente dentro das fábricas e, apesar de trabalharem tanto quanto os adultos, sempre recebiam menos. Além de os salários serem extremamante baixos, os trabalhadores não tinham direito a férias nem a aposentadoria, e se sofressem qualquer acidente dentro da fábrica, que prejudicasse seu trabalho, eram demitidos sem direito a nada.


Sobre admin