A Sucessão Ecológica – Primária e Secundária

Chamamos de sucessão ecológica a substituição seqüencial de espécies em uma comunidade; compreende todas as etapas desde a colonização das espécies pioneiras até o clímax. Todo processo de sucessão começa com algumas espécies que se instalam no local (pioneiras).

População é o conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam uma determinada região, ou área. Entretanto, nem todas as áreas do planeta Terra são habitáveis. Uma série de fatores como clima, umidade e temperatura são fatores limitantes de uma população. Nestes locais que não possuem condições iniciais ideais para o estabelecimento de uma população, pode haver o estabelecimento de determinadas espécies capazes de habitarem locais inóspitos. Estas espécies são denominadas de espécies pioneiras.

Estas espécies pioneiras como bactérias e líquens, em muitos casos, podem modificar gradualmente as características originais da área, tornando-a, ao final, uma região capaz de ser habitada. Uma vez que uma determinada região, graças às espécies pioneiras, torna-se habitável, começa a se instalar um movimento de espécies diferentes que chegam e acabam por competir com as espécies pioneiras. Este movimento de novas espécies é um fenômeno ecológico conhecido como sucessão ecológica. Ou seja, sucessão ecológica é um movimento gradativo de colonização de um determinado habitat, em que a composição das comunidades vai se alternando ao longo do tempo.
Condições Ambientais

1 – SUCESSÕES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS

Uma vez estabelecida a sucessão  ecológica, diferenciamos as espécies quanto à chegada das mesmas na nova região.

Sucessão Primária é aquela que ocorre quando a área inicialmente era desabitada, apresentando condições iniciais altamente desfavoráveis. A sucessão primária pode ocorrer em rochas nuas e em larvas solidificadas de vulcões. É um processo geralmente lento podendo levar até mesmo anos.

A sucessão secundária ocorre em locais desabitados que, porém, já foram anteriormente ocupados por uma comunidade biológica e, por isso, apresenta condições favoráveis para o estabelecimento de seres vivos.

A cada estágio do processo de sucessão, os organismos da comunidade provocam modificações na estrutura física do hábitat e no clima, inaugurando novos nichos ecológicos e, assim, favorecendo o surgimento de novas espécies. Com isso, durante a sucessão, o ecossistema vai se tornando progressivamente mais complexo, com uma maior quantidade de nichos ecológicos e de espécies. Uma conseqüência do surgimento de novas espécies é o aumento da biodiversidade, o que acarreta o aumento da biomassa. Com o tempo, o hábitat vai alcançando seu equilíbrio, homeostase, criando uma comunidade estável denominado de clímax.

Fitoplancton
Sucessão Ecológica
Sucessão Primária
Para uma comunidade alcançar a chamada comunidade clímax é necessário que uma série de fatores tornem possível tal mudança. Dentre estes fatores temos o clima e a temperatura.
Em relação à temperatura um dos fatores que determina más condições de vida nas diferentes regiões da Terra é a chamada insolação, ou seja, a quantidade de radiação solar que atinge a superfície terrestre. É um fator que dependerá da latitude e da inclinação do eixo do planeta Terra. Neste caso, durante o movimento de translação, o eixo da Terra mantém sempre a mesma inclinação, o que ocasiona a variação de temperatura e de luminosidade nos hemisférios norte e sul.
Eixo da Terra
Nas regiões equatoriais, o ar fortemente aquecido pelo calor que irradia do solo, sobe e gera uma zona de baixa pressão que é imediatamente ocupada por ar mais frio, este fenômeno é conhecido como convecção.

Outro fator fundamental são as correntes oceânicas. A água dos mares e dos oceanos circula continuamente, formando as correntes oceânicas. No hemisfério norte, as correntes oceânicas circulam no sentido horário, ao contrário do que ocorre no hemisfério sul, onde as correntes oceânicas circulam no sentido anti-horário.

Correntes Oceânicas
Outro fator responsável pela evolução de um ecossistema é o solo. O solo é formado a partir da desagregação das rochas. O aquecimento do solo e o resfriamento brusco do mesmo contribuem para o fenômeno chamado de intemperismo que é responsável pela fragmentação das rochas que são reduzidas a pequenas partículas.

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