Os revoltosos tomaram o governo e proclamaram a República Baiana, que deveria durar até que D.Pedro II assumisse o trono. O governo agiu rápido e suas forças militares mais uma vez usaram de extrema crueldade: incendiaram as casas dos rebeldes e muito deles foram queimados vivos. Mais de 3.000 pessoas fotam mortas.
A Balaiada (1838-1841)
As condições econômicas do Maranhão também eram as peores possíveis, tanto para a grande massa de escravos como para os pequenos fazendeiros, vaqueiros e fazendores de balaio. Esses grupos seuniram, liderados por Manuel ”Balaio” (que deu origem ao nome da Revolta). cerca de 3.000 escravos também perticiparam do movimento.
A principal vitória obtida pelos balaios foi a tomada da vila de Caixas. O governo central, percebendo a gravidade da situação, resolveu substituir o Presidente da Província e nomeou o Corenel Luís Alves de Lima e Silva, conhecido mais adiante como Duque de caxias. em 1840 prometeu-se a anistia a todos os revoltosos que se entregassem; 2.500 balaios renderam-se rapidamente. mas nem todas se entregaram, e resistiram até 1841, quando, sem condições de continuar, se renderam, encerrando assim a revolta.
A Guerra dos Farrapos (1835-1845)
Foi a mais longa revolta da história brasileira. A Guerra dos farrrapos, devido à participação das camadas mais pobre, os esfarrados, foi também conhecida como Revolução farroupilha. A insatisfação começou a crescer contra o Presidente da Província do Rio Grande do Sul, devido aos baixos impostos alfandegários cobrados para a entrada de charque, couro e outros produtos derivados do gado bovino, importados da Argentina e Uruguai. Esses baixos impostos desagradavam aos pecuaristas sul-rio-grandenses, pois os produtos gaúchos sofriam a concorrência direta dos produtos platinos no mercado brasileiro. Além disso, eles também desejavam uma maior liberdade provincial.
A revolta começou em 1835, exigindo a renúncia do Presidente da Província. Logo depois, em 1836, liderados por Bento Goçalves, os revoltosos ocuparam Porto Alegre e fundaram a República Rio-Grandense, declarando o Rio Grande do Sul independente do Brasil.
Em 1839, os farrapos tomaram Santa Catarina e lá fundaram a República Juliana.
O governo central só conseguiu controlar a situação em 1845, novamente através de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Após sucessivas vitórias, o Duque de Caxias ofereceu concessões aos farrapos, caso eles cessasem fogo: incorporação dos oficiais farroupiulahas ao exército imperial; devoluçaõ das propriedades de tarras aos seus donos e libertação dos escravos que lutaram com os farrapos. Os farrapos aceitaram as condeções e acabaram com a revolta.
O Segundo Reinado
Com a instabilidade política e social do Período Regencial, alguns grupos, principalmente os liberais, ficaram afastados das decisões polícas. Em 1835, os liberais resolveram apoiar a coroação de D. Pedro II antes da maioridade, ou ainda, a antecipação de sua maioridade. Foi fundado em 1838 o Clube da Maioridade.
Em 1840, o movimento já tinha adquirido grande força. Apesar de a Regência tenatr ganhar tempo suspendendo as sessões, D. Pedro II foi coroado em 23 de julho de 1840, com menos de 15 anos.
O apoio dado pelos liberais a D.Pedro II não foi gratuito. Os liberais exigiram o fim do poder moderador, novas eleições e a instauração do Parlamentarismo, pois queriam que o imperador tomasse as decisões em conjunto com o parlamento (assembléia).
Foram então realizados novas eleições, que ficaram marcadas pela violência, pois os eleitores eram obrigados a votar nos candidatos sob a ameça de pauladas. esses eleições ficaram conhecidas como Eleições do Cacete.
A Revolta Praieira (1848)
Mais uam vez a província de Pernambuco tornou-se palco de uma revolta.
já há alguns anos ela vinha vivendo crises políticas e sociais.
Os liberais, em todo o país, estavam perdendo a força junto a D. Pedro II, que passao a nomer membros do Partido Conservador para a presidência de algumas capitanias. Em Pernambuco, o presidente da província, Chinchorro da Gama, que era um liberal, foi susbstituído pelo padre conservador Vicente Pires da Mota. Além disso, os principais comerciantes de Pernambuco eram da família portuguesa Cavalcanti, o que também revoltava a população.
A revolução praiera (recebe esse nome por causa do jornal O Diário Novo, foco da resistência liberal, que se localizava na rua da Praia) cresce e se tornou uma verdadeira guerra civil, avançado inclusive para o interior da província. A Paraíba também aderiu ao movimento.
No entanto, a revolução não durou muito tampo.O governo mandou tropas à região e conseguiu controlar a situação. OPrinpal líder revoltoso, Pedro Ivo Veloso da Silveira, o Capitão da Praia, foi preso e morreu ao tentar fugir num navio que partia para e Europa. O fim do Capitão da Praia signicou o fim da revolta.
A Economia no Segundo Império
A economia barsileira sofreu consideráveis mudanças a partir de 1850. O cacau e o algodão passaram a ser cultivados em grande escala. A pecuária no sul do país continuou tento grande importância e dois novos produtos agrícolas passaram a ter destaque na economia nacioanl: a borracha e o café.
O café passou a ser cultivado em larga escala em São Paulo, porque era o produto brasileiro com maior aceitação no mercado externo. O café foi, sem Dúvida alguma, a base da economia brasileira, até 1929.
A borrracha também teve sua importância, mas por pouco tempo, pois a extração na Amazônia não conseguiu competir com a borracha produzida no sudeste asiático.
A quantidade de bancos e indústria cresceu e, ao final do Segundo Império, surgiu no Brasil um novo meio de tranporte, mais adequado para os novos tempos: a ferrovia.
No entanto, isto não significa que o Brasil era um ”oásis”; as dificuldades ainda eram muito grandes. A dependência para com a Inglaterra aumentava cada vez mais e a riqueza se mantinha nas de poucos.
A Guerra do Paraguai
O Paraguai, a partir de sua indenpendência (1811), tornou-se o único país economicamente desenvolvido da América LAtina, com um nível de dependência externa quase nulo. Sua prodiuçaõ agrícola e industrial o tornavam um país auto-suficiente.
No entanto, o Paraguai necessitava vender seus produtos no mercado externo. Para isso, precisa de uma saída para o mar, já que não a possuía. A solução encontrada pelo governante do Paraguai, Solano Lopes, foi sair pelos rios Paraguai, Paraná e da Prata encontram-se nas fronteiras com alguns países (Io rio Paraná com o Brasil e o Rio da Prata com Argentina e Uruguai), e, portanto, esses países podiam, a qualquer momento, bloquear a passagem pelo rio, impedrindo a locomoção dos paraguiaos.Sem outra alterantiva, Soalno Lopes invadiu parte do território desse países para obter o controle da anvegação pelos rios.
Havia um país muito interessado neste conflito: a Inglaterra. Ela exercia grande poder sobre todos os outros países latino-americanos, mas não conseguia atingir o Paraguai. Os ingleses viam no desenvolvimento econômico paraguaio apossibilidade de ganhar um grande concorrente no mercado internacional; para evitar isso, pretendiam derrubar sua economia. Além disso, a destrição da economia paraguai abriria um grande mercado consumidor para os produtos ingleses.
O início da batalha aconteceu em 1865, quando os paraguaios capturaram um navio brasileiro, a fim de garantir uma saída para o mar. Brasil, Argentina e Uruguai se uniram, formando a Tríplice Aliança, e investiram contra o Paraguai. é lógico que os empréstimo e seriam cobrados com juros altíssimos.
Achava-se que a guerra duria pouco tempo e que o Paraguai seria derrotado rapidamente. Foi um terrível engano. As batalhas perduraram por 5 anos, e o Paraguai foi totalmente destruído. Mas a derrota paraguai não significou uma grande vitória para a Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina). Esses países saíram com um número altíssimo de baixas (mortos) e com suas economias praticamente arrasadas.
Na realidade, o único país que se beneficiou com a guerra foi a Inglaterra, pois além de receber o dinheiro dos empréstimos com juros alts e vantajosos, os ingleses conseguiram o que realmente queriam: arrassar a economia paraguia a abrir um novo mercado para as mercadorias inglesas.
A Força Republicana
Ao final da guerra do Paraguai, fortaleceram-se os movimentos que lutavam pela República e pela abolição dos escravos.
As principais bases de sustentação do governo de D. Pedro II eram os produtores de açúacr nordestinos, grandes latifundiários: todos utilizavam a mão-de-obra escrava. No entanto a produçaõ de açúacar já se encontrova em franca decadência há algum tempo. a proibição inglesa de se fazer tráfico de escravos pelo Oceano Atlântico, em 1850, tornou-se um grande problema para os escravocratas brasileiros, que ficaram com um déficit de mão-de-obra. Diante de todas essas dificuldades, o governo monárquio enfrentava um processo de decadência.
Em contrapartida, os cafeicultores aumentavam seu poder de maneira extraordinária. No entanto, seus interesses ainda não eram representados na Assembléia dos deputados e senadores. Os ”Barões do café” (como passaram a ser chamados por causa do seu grande enriquecimento) passaram então a apoiar a República, pois vislumbravam a possibilidade de ter seus interesses representados. Desse modo, o apoio da burguesia cafeeira foi fundamental para a proclamação da República.
O Movimento Abolicionista
Nesse momento, o movimento abolicionista também cresceu muito. A luta pelo trabalho livre no Brasil tornou-se importante. Pressionado, o governo elaborou as seguintes medidas:
- Lei do Ventre Livre (1871) - libertava todos os negros nascidos a partir daquela data. No fundo, essa lei não mudava muita coisa, já que as crianças permaneciam na condição de escravos até os 2 anos de idade.
- Lei dos Sexagenários (1885) - concedia a liberdade a todos os escravos com mais de 65 anos. Essa lei revoltou ainda mais os abolicionistas e escravos, pois o trabalho escravo era tão cruel que dificilmente um escravo chegava aos 40 anos de idade.
- Lei Áurea (13/05/1889) - sem opção, o governo cedeu ás pressões que vinham detodos os lados, e finalmente assinou a lei que concedia liberdade a todos os escravos.
Com a abolição da escravidão, asituação de D. Pedro II tornou-se inustentável. A população aderiu em massa á idéia daRepública. os latifundiários nordestinos já não tinham mais como se manter e em 15/11/1889 foi proclamada a República.
No Brasil, a polêmica sobre o trabalho escravo estendeu-se durante anos. os latifundiários, principalmente nordestinos, defendiam acontinuidade do modelo escravocrata. já os cafeicultures, industriais e boa parcela doscomerciantes defendiam (e utilizavam) a mão-de-obra assalariada, pois consideravam mais oneroso manterum escravo que um trabalhador livre. Esse período também foi marcado pela abertura das fronteiras para também foi marcado pela abertura dasfronteira para a entrada de imigrantes, que vieram em grande número de diversas partes do mundo (Espanha, Alemanha, Japão e principalmente Itália). Aqueles que contratavam os imifrantes pagavam baixos salários a essa mão-de-obra, mais especializada do que a escrava.
Portanto, o trabalho escravo só foi abolido no Brasil porque os interesses econômicos eram outros: necessitava-se de novos mercados consumidores. A proibição do tráfico pelos mares também contribuiu para a escassez e o encarrecimento da mão-de-obra escrava, o que tornava inviável sua utilização.
Questão Religiosa
A Igreja Católica, desde a Constituição de 1824, era ligada á Monarquia. O imperador podia intervir na criação e peenchimento de cargos, pois possuía direitos constituionais sobre os padres.
No entanto, os atritos entre a Igreja e o Estado começaram quanto o papa Pio IX exigiu o afastamento da maçpnaria da Igreja. Em 1872 os bipos de Olinda e de Belém do Pará acataram a ordem do Papa. D. Pdero os Processou e os prendeu, perdendo assim o apoio do clero.
A Questão Militar
A guerra do Paraguai teve como importante consequência o fortalecimento do exército que, vitorioso, exigia uma posição de maior relevância dentro do cenário politíco.
O regime monárquico, no entanto, pretendia neutralizá-lo após a guerra, tratando suas reivindicações com descaso, e chegando a punir alguns oficiais que haviam se pronunciado.; este incidente levou os militares a contestarem frontalmente a monarquia e a apoiarem o abolicionismo e o regime republicano.
A Proclamação da República O Golpe Militar
Desde o início da década de 1880 era notória a decadência do Império e a impotência do regime para conter as forças políticas (abolicionistas, militares) e econômicas (cafeicultores) que estavam se insurgindo.
Ciente da situação, embora terdiamnete, o Primeiro Ministro, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, propôs um programa de reformas políticas, que foi rejeitado pelos deputados. Diante disso, a Câmara foi dissolvida.
O movimento republicano ganhou força; militares e civis se aarticularam em favor da República. Em 15 de novembro de 1889, sem lutas e sem participação do povo, o Marechal Deodoro da Fonseca, um não republicano, aplicou o golpe que pôs fim à Monarquia.