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		<title>Desenvolvimento Embrionário &#8211; Feto, Fecundação e Gastrulação</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Embriologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O desenvolvimento humano inicia com a fertilização, a junção do espermatozóide (gameta masculino) com o óvulo (gameta feminino). Da união destas duas células, surge uma única célula, o zigoto, que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O desenvolvimento humano inicia com a fertilização, a junção do espermatozóide (gameta masculino) com o óvulo (gameta feminino). Da união destas duas células, surge uma única célula, o zigoto, que contém informações genéticas provenientes do pai e da mãe. Este organismo unicelular (uma célula) é o inicio de todos nós.</p>
<div><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1.1 FECUNDAÇÃO</strong></span></div>
<div align="center"><img title="Óvulo e Espermatozóide - Embriologia -  Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/desenvolvimento-embrionario.jpg" alt="Óvulo e Espermatozóide - Embriologia - Desenvolvimento  Embrionário" width="320" height="206" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva;">Reprodução</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A <strong>fecundação</strong> é definida como sendo o processo da união entre os dois gametas: masculino (espermatozóide) e feminino (óvulo). No caso dos animais a fecundação pode ocorrer no interior do corpo da fêmea (<strong>fecundação interna</strong>) ou no exterior do corpo da fêmea (fecundação externa).</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Na espécie humana os espermatozóides são atraídos por substâncias químicas (<strong>quimiotactismo</strong>) liberadas pelo óvulo. É bom ressaltarmos aqui, que nos mamíferos a estrutura denominada óvulo é, na verdade, um ovócito secundário. Vamos lembrar que a meiose se completa se houver fecundação.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Ao encontrar o ovócito secundário o espermatozóide libera enzimas catalíticas que auxiliam a perfurar sua camada externa. Ao penetrar o espermatozóide faz com que seja criada uma barreira externa, protegendo assim, o ovócito secundário de ser fecundado novamente. A essa “barreira” dá-se o nome de <strong>membrana de fecundação</strong>.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A fusão das membranas plasmáticas do espermatozóide e do ovócito secundário, e a entrada do espermatozóide para dentro do óvulo iniciam uma seqüência de eventos. A primeira resposta à entrada do espermatozóide é o <strong>bloqueio à polispermia</strong>, mecanismo que previne a entrada de mais de um espermatozóide no óvulo. Caso isso aconteça, é provável que o embrião não sobreviva.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O núcleo do espermatozóide, ao penetrar no citoplasma do ovócito, aumenta de tamanho passando a formar o <strong>pronúcleo masculino</strong>. Esse pronúcleo masculino ao se fundir com o pronúcleo feminino forma o que chamamos de <strong>núcleo de fecundação</strong>. A esse processo de fusão damos o nome de cariogamia (anfimixia) e marca a formação da primeira célula do indivíduo, o <strong>ZIGOTO</strong>.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>1.2 FASES INICIAIS DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO ANIMAL</strong></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Antes de falarmos sobre desenvolvimento embrionário vamos discutir alguns pontos: O que significa a palavra desenvolvimento? <strong>Desenvolvimento</strong> é “todo o processo contínuo e organizado que se inicia no momento em que um óvulo é fecundado por um espermatozóide e termina na morte”.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O desenvolvimento engloba toda a vida de um determinado indivíduo. É um processo irreversível dos eventos biológicos. Entretanto, os processos que ocorrem ao longo da vida não são de forma desorganizada, mas sim claramente organizado tanto estrutural como funcional.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O desenvolvimento pode ser de dois tipos:<strong> desenvolvimento ontogenético</strong> que é o desenvolvimento individual, ou seja, é o processo de transformação de um ovo em um indivíduo adulto; e o desenvolvimento filogenético que é o desenvolvimento das espécies, ou seja, a transformação desde o surgimento da espécie mais simples até as diversidades contemporâneas do planeta.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Um outro fator importante a ser visto é a definição de alguns conceitos que utilizaremos a partir de agora. Vimos que após a união dos dois núcleos, masculino e feminino, é estabelecido o desenvolvimento. Os primeiros processos que ocorrem a partir de agora são: <strong>a clivagem,  a gastrulação e a diferenciação.</strong></span></div>
<div align="justify"><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">1.2.1 CLIVAGEM</span><br />
</strong><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Após a formação do zigoto pelo processo de cariogamia, o mesmo inicia um processo de sucessivas divisões, originando duas células, quatro, oito e assim sucessivamente. A partir de 24 horas contadas após a fertilização, o zigoto começa a sofrer sucessivas divisões mitóticas, inicialmente originando duas células filhas denominadas <strong>blastômeros</strong>, depois quatro e assim sucessivamente. Os blastômeros</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> ficam envoltos por uma membrana gelatinosa, a <strong>zona pelúcida</strong>.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A divisão dessas células embrionárias recebe o nome de <strong>clivagem (segmentação)</strong>. Cada uma das células resultantes da clivagem é denominada de <strong>blastômeros</strong>. Os blastômeros vão se dividindo até que, por volta do terceiro dia, seja formada uma célula com aproximadamente 16 blastômeros. Estes se encontram unidos por glicoproteínas formando uma massa compactada e evidente, denominado <strong>mórula</strong>.</span></div>
<div align="center"><img title=" Esquema da Clivagem - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-clivagem.jpg" alt=" Esquema da Clivagem - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="676" height="180" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Esquema da Clivagem.</span></em></div>
<div align="center"><img title="Esquema de uma Célula com Blastômetros - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-blastomeros.jpg" alt="Esquema de uma Célula com Blastômetros - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="213" height="142" /></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2.</strong> Esquema de uma Célula com dois Blastômeros.</span></em></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A pergunta básica é: será que todos os ovos possuem o mesmo tipo de divisão, o mesmo padrão de clivagem? A resposta é não! O padrão da clivagem está diretamente relacionado à quantidade, e à distribuição do material nutritivo que se encontra no interior do ovo. A esse material nutritivo damos o nome de <strong>VITELO</strong>. Podemos afirmar então que há diferentes tipos de clivagem, dependendo, é claro, da quantidade e da distribuição do vitelo dentro do óvulo. Vamos estudar agora os diferentes tipos de clivagens:</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a)</strong> <strong>CLIVAGEM</strong> (segmentação) <strong>IGUAL / TOTAL (holoblástica)</strong>: Esse tipo de clivagem ocorre em dois tipos de óvulos (ovo): oligolécitos, que são aqueles que apresentam pouco vitelo como nos equinodermos e protocordados; alécitos que não apresentam vitelo, como nos mamíferos. Nesta divisão toda a superfície do zigoto sofrerá segmentação e esta ocorrerá de cima a baixo. Inicialmente o zigoto se dividirá em duas células (blastômeros). A seguir, novas divisões vão surgindo cada uma formando mais duas células. As divisões se sucedem daí por diante. O número de blastômeros sobe, e começa a formar-se um aglomerado celular com doze a dezesseis blastômeros que recebeu o nome latino de<strong> mórula</strong> (amora). <strong>Todos os blastômeros integrantes dessa mórula são iguais.</strong></span></div>
<div>
<div><img class="aligncenter" title=" Segmentação Holoblástica Total Igual - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/segmentacao-holoblastica.jpg" alt=" Segmentação Holoblástica Total Igual - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="650" height="159" /></div>
</div>
<div align="center"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><em><strong>Figura 3.</strong> Segmentação Holoblástica Total Igual.</em></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong><strong> CLIVAGEM HOLOBLÁSTICA DESIGUAL:</strong> Esse processo ocorre em ovos ditos <strong>heterolécitos</strong> que são aqueles que apresentam muito vitelo, distribuído de forma heterogênea, como em alguns anfíbios e alguns peixes. Nesse caso, como o vitelo se encontra misturado no citoplasma, e apenas no pólo vegetativo, ocorre que, nas duas primeiras clivagens, todos os blastômeros possuem um pouco de vitelo. O que ocorre é que a presença do vitelo prolonga o tempo de mitose. Assim, os blastômeros sem vitelo reproduzem-se mais depressa do que os que o possuem. O resultado é uma mórula desigual, contendo um grande número de micrômeros (blastômeros pequenos) num pólo, e um pequeno número de macrômeros (blastômeros grandes) no restante dela.</span></div>
<div><img class="aligncenter" title="Segmentação Holoblástica Total Desigual - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/segmentacao-holoblastica-desigual.jpg" alt="Segmentação Holoblástica Total Desigual - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="667" height="170" /><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><br />
</span></span></p>
<div align="center"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 4.</strong> Segmentação Holoblástica Total Desigual.</span></em></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c)</strong><strong> CLIVAGEM MEROBLÁSTICA (parcial):</strong> Ocorre principalmente em indivíduos que possuem muito vitelo <strong>telolécito</strong> como é o caso de algumas aves e répteis, e nos <strong>centrolécitos</strong> como no caso dos artrópodes. Essa clivagem meroblástica (parcial) pode ser discoidal quando ocorre apenas em uma pequena parte do citoplasma no pólo animal. Essa divisão ocorre em ovos telolécitos. A clivagem meroblástica ainda pode ser superficial como os que ocorrem em ovos centrolécitos.</span></div>
<div><img class="aligncenter" title="Segmentação Meroblástica Discoidal - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/segmentacao-meroblastica-discoidal.jpg" alt="Segmentação Meroblástica Discoidal - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="655" height="139" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><em><strong>Figura 5.</strong> Segmentação Meroblástica Discoidal.</em></span></div>
<div>
<div align="center"><img title=" Segmentação Meroblástica Superficial - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/segmentacao-meroblastica-superficial.jpg" alt=" Segmentação Meroblástica Superficial - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="558" height="263" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></em></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong> Figura 6.</strong> Segmentação Meroblástica Superficial.</span></em></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1.2.2 BLÁSTULA</strong><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A formação da <strong>blástula</strong> e da <strong>mórula </strong>são conseqüências do processo de clivagem. A mórula como vimos é um conjunto de blastômeros unidos entre si, e que são formados com o início da clivagem. À medida que esses blastômeros vão crescendo os mesmo vão se afastando uns dos outros formando uma cavidade. E assim, vai surgindo então a fase da blástula que é resultante do arranjo dos blastômeros em torno da cavidade, a <strong>blastocele.</strong> Este processo ocorre, geralmente, no quinto dia depois da fecundação.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A blástula nos mamíferos é denominada de <strong>blastocisto</strong> e, é delimitada por uma camada de células denominada trofoblasto. Na transição do estágio de 16 células para 32 células, estas se separam em dois grupos. As células mais internas formam a massa celular interna que irá originar o embrião enquanto que, as células mais externas se fecham formando o que chamamos de <strong>trofoblasto</strong>. Esta estrutura irá contribuir para a formação da placenta. O trofoblasto atuará também na implantação da célula na parede uterina, o que ocorre pelo sexto dia após a fecundação.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema da Blástula - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-blastula.jpg" alt="Esquema da Blástula - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="529" height="261" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><em><strong>Figura 7. </strong>Esquema da Blástula.</em></span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1.2.3 GASTRULAÇÃO</strong></span></p>
<div align="center">
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">É a fase que sucede a blástula. Dará origem à <strong>gástrula</strong>. Durante esse processo as células da blástula migram para a superfície da cavidade interna, a blastocele, surgindo novas camadas de tecido embrionário. Alguns blastômeros se movem como uma dobra para dentro do embrião, criando uma camada germinativa interna, denominada de <strong>endoderma</strong> que irá originar os tecidos intestinais; As células que permanecem na superfície externa irão originar a camada germinativa mais externa, denominada de <strong>ectoderma</strong> que dará origem ao sistema nervoso e a epiderme; Por fim, as demais células migram entre essas camadas formando uma camada intermediária, a <strong>mesoderma</strong> que irá formar os tecidos dos ossos, músculos, sangue e coração.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Com o passar do tempo, a blastocele vai sendo substituída por uma nova cavidade, o <strong>arquêntero</strong>, que futuramente dará origem a cavidade digestiva do animal. O arquêntero se comunica com o meio externo através de uma abertura denominada <strong>blastóporo</strong>.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O blastóporo poderá originar a boca e o ânus. Os animais onde o blastóporo origina a boca são chamados de <strong>protostomos</strong>, representados pelos anelídeos, moluscos, artrópodes. Caso o blastóporo dê origem ao ânus primeiramente são chamados de <strong>deuterostomos</strong>, representados pelos cordados e equinodermos.</span></div>
<div>
<div><img title="Esquema da Gastrulação - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-gastrulacao.jpg" alt="Esquema da Gastrulação - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" width="619" height="265" /></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></p>
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><em><strong>Figura 8.</strong> Esquema da Gastrulação.</em></span></div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O processo de gastrulação pode ser de três tipos dependendo de como ocorra o processo de migração celular: <strong>invaginação, epibolia, migração e delaminação.</strong></span></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">1.2.4 FOLHETOS GERMINATIVOS</span></strong></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Durante a fase da gástrula, nos cordados superiores, surgem três camadas celulares simultaneamente: a camada mais externa é denominada <strong>ectoderma</strong>; a camada do meio é denominada de <strong>mesoderma</strong>, e a camada mais interna é chamada de <strong>endoderma</strong>. Essas três camadas juntas formam o que denominamos de <strong>folhetos embrionários</strong>. A função dos folhetos embrionários é de formar todos os tecidos do animal adulto.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Em alguns animais apenas dois folhetos germinativos aparecem. Nesse caso esses indivíduos são chamados de <strong>diblástico</strong> <strong>(diploblásticos)</strong>. Em outros indivíduos, como os cordados superiores, aparecerão os três folhetos germinativos, sendo denominados, portanto, de indivíduos <strong>triblásticos (triploblásticos)</strong>. A tabela abaixo indica quais os órgãos e tecidos que serão originados pelos seus respectivos folhetos:</span></div>
<table border="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td> <span style="color: #333399; font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>FOLHETO EMBRIONÁRIO</strong></span></td>
<td align="center"> <span style="color: #333399; font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>TECIDO/ÓRGÃO</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong> ECTODERME</strong></span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Epiderme e anexos (pêlos, glândulas,etc).<br />
Sistema Nervoso.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-size: x-small;">MESODERME</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Derme (camada interna da pele).<br />
Sistemas musculares, circulatório,<br />
esquelético, excretor e reprodutor. </span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">ENDODERME</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Vísceras e os sistemas digestório e<br />
respiratório. </span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">1.2.5 NEURULAÇÃO</span></strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Com a formação dos três folhetos germinativos inicia agora a formação do sistema mais complexo e central: o sistema nervoso. A origem desse sistema se dá em um processo denominado de <strong>neurulação</strong>, onde a ectoderma dará origem a uma estrutura denominada<strong> placa neural</strong>, que dará origem ao <strong>tubo nervoso</strong>. O tubo nervoso dará origem, então, ao sistema nervoso.</span>Ao mesmo tempo em que está ocorrendo a diferenciação do tubo nervoso, um conjunto de células se isola do mesoderma e forma uma espécie de “bastão”, a notocorda, que posteriormente, nos vertebrados dará origem à coluna vertebral. O principal papel da notocorda é orientar a diferenciação do sistema nervoso.</p>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Simultaneamente à formação do tubo nervoso o mesoderma, se desenvolve e passa a ocupar os espaços entre o ectoderma e o endoderma.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">1.2.6 ANEXOS EMBRIONÁRIOS</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Paralelamente a todo este processo de desenvolvimento embrionário nos répteis, aves e mamíferos, surgem estruturas que auxiliarão o feto. Essas estruturas, ou melhor, os <strong>anexos embrionários</strong> não farão parte do indivíduo quando este nascer. Os principais anexos embrionários são: saco vitelínico, âmnio, Alantóide e Cório.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>SACO VITELÍNICO</strong> é a primeira membrana extra-embrionária a ser formada. É originada a partir do endoderma. Sua principal função é de armazenar o <strong>vitelo</strong>, nutriente para o embrião. É uma estrutura altamente vascularizada. <strong>ÂMNIO</strong> é uma membrana originada a partir do ectoderma que tem como função através da<strong> bolsa amniótica</strong>, manter o embrião em um ambiente líquido prevenindo a dessecação e amortecendo os choques mecânicos. <strong>ALANTÓIDE</strong> é uma evaginação formada a partir do endoderma, cuja principal função é armazenar as substâncias excretadas pelos rins do embrião, principalmente o ácido úrico. <strong>CÓRIO</strong> é uma membrana formada a partir do ectoderma que envolve todos os demais anexos embrionários, incluindo a bolsa amniótica. É uma estrutura altamente vascularizada e permite uma eficiente troca de gases entre os tecidos embrionários.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>2. NIDAÇÃO</strong></span></p>
</div>
</div>
<p>É o processo de implantação do embrião no útero.</p>
<div>
<div><img class="aligncenter" title="Implantação do Embrião no útero - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" src="../../../biologia/embriologia/imagens/implantacao-utero.jpg" alt="Implantação do Embrião no útero - Embriologia Desenvolvimento Embrionário" /></div>
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;"> Reprodução</span></div>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><em><strong>Figura 9.</strong> Implantação no Útero.</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Gravidez, Formação e Fases da Gestação Humana</title>
		<link>http://www.acervoescolar.com.br/gravidez-humana/</link>
		<comments>http://www.acervoescolar.com.br/gravidez-humana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Embriologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em humanos, a gravidez, também chamada de gestação, tem duração de aproximadamente 266 dias, ou nove meses. Um dos mamíferos com maior período gestacional é o elefante, com duração de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em humanos, a gravidez, também chamada de gestação, tem duração de aproximadamente 266 dias, ou nove meses. Um dos mamíferos com maior período gestacional é o elefante, com duração de aproximadamente 600 dias. Para fins de estudo iremos dividir a gestação em trimestres, totalizando três trimestres.</p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>EMBRIOLOGIA<br />
</strong></span></p>
<div align="center"><img title="Feto na Barriga -Embriologia Gestação Gestante Gravida  Gravidez Bebê" src="../../../biologia/embriologia/imagens/gestacao-humana.jpg" alt="Feto na Barriga -Embriologia Gestação Gestante Gravida Gravidez  Bebê" width="257" height="231" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1. FASES DA GESTAÇÃO</strong></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O <strong>primeiro trimestre</strong> da gestação corresponde aos primeiros três meses após a fecundação. Neste período, principalmente pelo fato do embrião sofrer rápidas divisões celulares e diferenciação, ele está mais sensível à radiações, drogas e substâncias químicas. Na mãe ocorrem grandes mudanças hormonais com aumento dos hormônios gonadotróficos que produzem maior quantidade de estrogênio e progesterona. Estes elevados níveis hormonais causam os típicos sintomas de gravidez: enjôo matinal, oscilações de humor, vômitos, taquicardia, palpitações, etc. No embrião os principais fatos e acontecimentos são:</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a)</strong> A Implantação do blastocisto no útero materno (6º dia após a fecundação);</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong> A placenta se desenvolve, os tecidos e órgãos do embrião começam a ser formados (2º mês);</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c)</strong> O coração humano começa a bater (2º mês);</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d)</strong> O embrião passa a ser chamado de feto (2º mês);</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>e)</strong> O feto já possui intestino, rins, fígado e pulmão (2º mês);</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>f )</strong> Os membros começam a ser formados (entre o 2º e o 3º mês);</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>g)</strong> Já se dá para saber o sexo do feto (3º mês).</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O <strong>segundo trimestre</strong> da gestação corresponde ao período entre o quarto e o quinto mês de gestação. Neste período, na mulher, os mamilos tendem a inchar mais e escurecer, assim como a pele das genitálias, os enjôos diminuem, diminui a produção do nível dos hormônios gonadotróficos na mulher, sendo que a produção de estrogênio e progesterona pela placenta aumenta. No feto os principais acontecimentos são:</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a)</strong> Começam a nascerem os primeiros cabelos (4º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong> O feto é sensível aos ruídos e se mexe com freqüência (4º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c)</strong> Os músculos estão em atividade intensa (5º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d)</strong> A pele está mais espessa (5º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>e)</strong> O feto começa a acumular gordura (6º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>f )</strong> Já reage a dor (6º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>g)</strong> Fase final do desenvolvimento pulmonar (6º mês).</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O<strong> terceiro trimestre</strong> corresponde ao período entre o sétimo e o nono mês de gravidez. A mãe cresce rapidamente neste período e, como os órgãos do feto crescem rapidamente, estes podem provocar pressões sobre os órgãos internos podendo causar indigestão e micção freqüente. A mãe começa a acumular mais líquidos podendo levar ao inchaço dos pés e tornozelos. Nos bebês as principais mudanças são:</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a)</strong> O sistema digestivo começa a funcionar (7º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong> Já distingue à luz, do escuro (7º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c)</strong> O fígado já armazena glicogênio (8º mês);</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d)</strong> Os rins produzem urina (8º mês).</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O nono mês da gestação é marcado pelo chamado <strong>parto</strong>. O parto pode ser normal ou cesárea. Vamos conhecer melhor o chamado <strong>parto natural</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Durante a gestação, e principalmente no último mês a mulher é acometida de fortes contrações. Algumas destas contrações são falsas, entretanto, a verdadeira contração marca o início de trabalho do parto. Muitos fatores podem contribuir para o início deste processo. Estímulos hormonais e mecânicos aumentam a contratilidade do útero. A <strong>progesterona</strong> inibe enquanto que o <strong>estrogênio</strong> estimula as contrações do útero, juntamente com outro hormônio chamado de ocitocina. A ocitocina é estimulada principalmente pelos estímulos mecânicos como o estiramento do útero, e do crescimento máximo do feto. O <strong>primeiro estágio</strong> do trabalho de parto é caracterizado pelas fortes contrações que acabam a forçar a abertura do cérvix até que seja suficientemente grande para a passagem do bebê. Pode durar de oito a 12 horas. O <strong>segundo estágio</strong> envolve a expulsão do bebê que sai de cabeça para baixo. O mais difícil é a passagem da cabeça e dos ombros. Após ser retirado corta-se e amarra-se o cordão umbilical. Nesta etapa o bebê começa a respirar sozinho expelindo o líquido que ingeriu durante o parto. A placenta e as membranas fetais são expelidas pela mãe após o nascimento. Este processo pode levar até uma hora.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O parto cesárea envolve intervenção cirúrgica na mãe. A anestesia utilizada é denominada de peridural que atinge a coluna. No parto cesárea é feita uma incisão na parte de baixo do abdômen de modo que, o útero fique exposto. O útero então é aberto e a criança é retirada, juntamente com o cordão umbilical.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Temos que tomar cuidado com a chamada <strong>gestação ectópica</strong>. Esta ocorre quando, em condições anormais o blastocisto se implanta fora do útero. Na grande maioria destes casos, a gravidez ectópica ocorre na parede da tuba uterina. É uma gestação muito complicada que pode levar a morte da própria mãe.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>2. FORMAÇÃO DE GÊMEOS</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Em uma gestação, não muito raro, ocorre o nascimento de duas crianças. São os chamados gêmeos. Estes gêmeos podem ser diferentes entre si ou extremamente parecidos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os chamados <strong>gêmeos fraternos</strong> <strong>(dizigóticos)</strong> são os gêmeos considerados diferentes. Ocorre quando a mulher libera dois ou mais ovócitos e ambos são fecundados por diferentes espermatozóides. Ocorre então a formação de dois zigotos. Neste caso, as crianças poderão ou não ser do mesmo sexo e possuem características físicas diferentes. Durante a gestação poderão cada um ser alimentado por uma placenta, ou apresentarem uma única placenta. Este caso ocorre quando a implantação dos dois blastocistos ocorrerem em áreas uterinas bem próximas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os <strong>gêmeos monozigóticos</strong> são aqueles originários de um único zigoto. Neste caso, após a fecundação e formação do zigoto, este se divide em duas células que prosseguem o desenvolvimento independentemente uma da outra. Estes gêmeos obrigatoriamente apresentam o mesmo sexo e são extremamente parecidos fisicamente. Geralmente estes gêmeos compartilham a mesma placenta.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Existem ainda os chamados <strong>gêmeos unidos</strong> (siameses) onde os gêmeos monozigóticos são ligados por uma parte do corpo. Existem diversos graus de compartilhamento entre tecidos e órgãos. Há casos em que a cirurgia levaria à sobrevivência dos dois, entretanto, há também casos em que se exige o sacrifício de um.</span></p>
</div>
<div align="center"><img title="Gêmeios Dizigóticos - Gestação Gravidez Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/gemeos-falsos.jpg" alt="Gêmeios Dizigóticos - Gestação Gravidez Embriologia" width="575" height="431" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Gêmeos Dizigóticos</span></em><em><br />
</em></div>
<div align="center"><img title="Gestação Gravidez Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/gemeos-verdadeiros.jpg" alt="Gestação Gravidez Embriologia" width="644" height="428" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2.</strong> Gêmeos Dizigóticos</span><br />
</em></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>3. DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS</strong></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a) Sífilis (Cancro Duro):</strong> Causada pela bactéria Treponema pallidum é uma doença infectocontagiosa sistêmica (acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente), e períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso).</span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b) Cancro Mole:</strong> Causada por uma bactéria, provoca uma ulceração dolorosa, com a base mole, avermelhada, com fundo purulento que compromete principalmente a genitália externa, podendo também comprometer o ânus e mais raramente os lábios, a boca, a língua e a garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e, portanto, frequentemente múltiplas. Não é rara a associação do cancro mole e o cancro duro (sífilis primária).</span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c) Gonorréia:</strong> Doença infecto-contagiosa transmitida por uma bactéria, que se caracteriza pela presença de abundante secreção purulenta pela uretra no homem e na vagina e/ou uretra na mulher. Apresenta, geralmente, prurido (coceira) na uretra e ardência ao urinar. Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos, ou podem estar ausentes (maioria dos casos).</span></div>
</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d) Candidíase:</strong> A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais freqüentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dor na relação sexual e pela eliminação de um corrimento vaginal semelhante à nata do leite. Com freqüência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas). No homem apresenta-se com vermelhidão na glande e prepúcio e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões. Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção: diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos (anticoncepcionais) orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo), obesidade, uso de roupas justas etc.</span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>e) Linfogranuloma Venéreo:</strong> Doença bacteriana, caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam uma secreção purulenta.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>AIDS</strong></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">AIDS é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV. Esta sigla é proveniente do inglês &#8211; Human Immunodeficiency Virus. Não é uma doença congênita, e sim uma doença adquirida. O HIV destrói os linfócitos tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A AIDS não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Os sintomas iniciais são geralmente semelhantes e, além disso, comuns a várias outras doenças. São eles:</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a) </strong>Febre persistente;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong> Calafrios;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c) </strong>Dor de cabeça;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d)</strong> Dor de garganta;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>e)</strong> Dores musculares;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>f )</strong> Manchas na pele;</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>g) </strong>Gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, Candidíase; infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e as meningites, por exemplo).</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">As principais formas de contágio são:</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a)</strong> Sexo vaginal sem camisinha;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong> Sexo anal sem camisinha;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c)</strong> Sexo oral sem camisinha;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d)</strong> Uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>e)</strong> Transfusão de sangue contaminado;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>f )</strong> Mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>g)</strong> Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Apesar de haver boatos, algumas maneiras são impossíveis de se transmitir </span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>AIDS:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a)</strong> Sexo, desde que se use corretamente a camisinha;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b)</strong> Masturbação a dois;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c)</strong> Beijo no rosto ou na boca;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d)</strong> Suor e lágrima;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>e)</strong> Picada de inseto;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>f )</strong> Aperto de mão ou abraço;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>g)</strong> Talheres / copos;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>h)</strong> Assento de ônibus;</span><br />
<strong><br />
</strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>i)</strong> Piscina, banheiros, pelo ar; doação de sangue; sabonete / toalha / lençóis.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">No Brasil, já foram identificados cerca de 403 mil casos de AIDS. Este número refere-se a identificação do primeiro caso de AIDS, em 1980, até dezembro de 2005. A taxa de incidência foi crescente até metade da década de 90, alcançando, em 1998, cerca de 17 casos de AIDS por 100 mil habitantes. Os indicadores relacionados ao uso de preservativos mostram que aproximadamente 38% da população sexualmente ativa usaram preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria. Este número chega a 57% quando se consideram apenas os jovens de 15 a 24 anos. A taxa de transmissão vertical do HIV pode chegar a 20%, ou seja, a cada 100 crianças nascidas de mães infectadas, 20 podem tornar-se HIV+. Com ações de prevenção, no entanto, a transmissão pode reduzir-se para menos de 1%. Pela Constituição do Brasil, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos, tais como dignidade humana e acesso à saúde pública e, por isso, estão amparados pela lei. Em defesa dos grupos mais vulneráveis a discriminação &#8211; como é o caso de homossexuais, mulheres, negros, crianças, portadores de doenças crônicas infecciosas, idosos, portadores de deficiência, entre outros &#8211; há no Brasil Legislação focada nos direitos da pessoa humana.</span></p>
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		<title>O Tecido Conjuntivo Cartilaginoso Ósseo &#8211; Histologia</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O tecido ósseo é um tecido de sustentação que possui células denominadas osteoblastos (quando jovens), responsáveis pela produção de fibras e material intercelular, o qual é, posteriormente, enriquecido por sais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tecido ósseo é um tecido de sustentação que possui células denominadas osteoblastos (quando jovens), responsáveis pela produção de fibras e material intercelular, o qual é, posteriormente, enriquecido por sais de cálcio, tornando-se rígido e resistente.</p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1. TECIDO ÓSSEO</p>
<p></strong></span></p>
<div align="center">
<div align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-504" title="tecido-osseo" src="http://www.acervoescolar.com.br/wp-content/uploads/tecido-osseo.jpg" alt="" width="365" height="263" /><br />
<span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Tecido Ósseo. </span></em></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido ósseo é um tipo de tecido conjuntivo dito especial. Ele constitui os ossos,</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> órgãos presentes em animais vertebrados. Neste tipo de tecido as células ósseas f</span> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">icam em</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> uma matriz extracelular rica em fibras colágenas e em fosfato de cálcio. Devemos ter</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> cuidado para não confundir osso com tecido ósseo. O osso por si só é apenas um órgão</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> formado princi</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">palmente por tecido ósseo, mas não de maneira exclusiva. Já o tecido ósseo é</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> apenas um tecido que compõem o osso.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O osso é formado por fibras colágenas e fosfato de cálcio, além de outros íons e</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> minerais. As principais funções do tecido ósseo são: sustentação, armazenamento de cálcio</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> e fornece inserção para que os músculos e tendões possam se movimentar. O tecido ósseo é</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> formado por células e por substância fundamental. As principais células que compões o</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> tecido ósseo são: <strong>osteoblastos, osteócitos e osteoclastos</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os <strong>osteoblastos</strong> são células jov</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">ens responsáveis pela formação da parte orgânica da</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> matriz óssea. Os <strong>osteócitos</strong> são osteoblastos maduros e são essenciais para a manutenção da</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> matriz óssea. Por fim, os <strong>osteoclastos</strong> são as células ósseas mais velhas do corpo, sendo</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo. Os osteoclastos são originários da fusão de</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> células sanguíneas denominadas de monócitos. São células grandes e multinucleadas.</span></div>
<div>
<div align="center"><img title="Matriz Mineralizada e não Mineralizada - Histologia Tecido Ósseo" src="../../../biologia/histologia/imagens/osteoclasto-osteocito.jpg" alt="Matriz Mineralizada e não Mineralizada - Histologia Tecido Ósseo" width="437" height="354" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></p>
<p><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2. </strong>Matriz Mineralizada e não Mineralizada &#8211; Osteócitos e Osteoclasto</span></em>.</div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Um dos processos mais importantes do tecido ósseo é a sua<strong> ossificação</strong>, ou seja, a</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> formação do tecido ósseo que </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">ocorre a partir de uma cartilagem ou de uma membrana do</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> tecido conjuntivo. Existem dois tipos de ossificação. A primeira delas é denominada de</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> <strong>ossificação endocondral</strong> que é a substituição gradativa do tecido cartilaginoso pelo tecido</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> ósseo. Essa é a ossificação responsável pela formação da maioria de nossos ossos durante a</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> vida embrionária. O segundo tipo de ossificação é denominado de <strong>ossificação</strong></span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong> intramembranosa</strong> que é a formação do tecido ósseo no tecido conjuntivo que servirá de</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> molde para o osso.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A regeneração dos ossos ocorre da seguinte maneira: Ao se ter uma fratura, os</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> macrófagos e os osteoclastos removem os coágulos e a matriz óssea que foi destruía. Há</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> também a remoção dos osteócitos que morreram. Em seguida, as células mesenquimais que</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> são responsáveis pela formação das células ósseas passam a se multiplicar diferenciando-se</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> em osteócitos e osteoblastos. Com isso, há a formação do chamado “calo ósseo” que com o</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> tempo vai se organizando até haver a formação de um novo tecido ósseo.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Reprodução dos Seres Vivos &#8211; Sexuada e Axessuada</title>
		<link>http://www.acervoescolar.com.br/a-reproducao-dos-seres-vivos-sexuada-e-axessuada/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Embriologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Reprodução é a capacidade que os seres vivos têm de gerar outros seres semelhantes a si mesmos. É por meio da reprodução que as espécies se mantem através dos tempos....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reprodução é a capacidade que os seres vivos têm de gerar outros seres semelhantes a si mesmos. É por meio da reprodução que as espécies se mantem através dos tempos. É ela que explica porquê, em condições normais, um ser vivo morre, mas a espécie não desaparece.</p>
<div align="center"><img title="Símbolo Sexual Femino e Masculino." src="../../../biologia/embriologia/imagens/simbolo-sexual.jpg" alt="Símbolo Sexual Femino e Masculino." /><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></span><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A Reprodução e os Órgãos Reprodutores</span></em><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">.</span></span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1. REPRODUÇÃO</strong><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Como nascemos? Como viemos ao mundo? Como nos reproduzimos? Todos os seres vivos podem se reproduzir? Estas são perguntas diárias, mas com respostas bem simples! Todos nós somos frutos de um processo, que apesar de ser complexo, é um processo inerente a todos os seres vivos: <strong>A reprodução</strong>, uma característica de todos os seres vivos. Está intimamente relacionada à capacidade do DNA de se duplicar. O DNA dos cromossomos é responsável por todo o comando e coordenação do processo de divisão celular. Há duas formas, a REPRODUÇÃO ASSEXUADA e a REPRODUÇÃO SEXUADA.</span></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">1.1 – REPRODUÇÃO ASSEXUADA</span></strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">É aquela reprodução em que não há troca de material genético entre os seres, ou seja, não há troca de gametas. Podemos dizer então, que é um tipo de reprodução em que apenas um único indivíduo origina outro indivíduo. Ou seja, o indivíduo que será originado terá o mesmo material genético do seu genitor, podendo ser chamado de clone. O fato da reprodução assexuada não gerar diversidade genética, torna este processo desvantajoso em relação à reprodução sexuada.</span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Por mais que pareça estranha essa forma de reprodução é bastante freqüente no mundo dos seres vivos, principalmente pelas bactérias. Como dito anteriormente, a reprodução assexuada se caracteriza por não haver troca de material genético entre os seres. Ou seja, não há troca de gametas. Se voltarmos um pouco, lá no 1º ano, iremos recordar sobre um assunto extremamente importante denominado <strong>divisão celular</strong>. Lá, vimos que a produção de gametas era através da meiose, e que os tecidos de células somáticas se dividiam por mitose. Em uma reprodução onde um indivíduo origina outro não há produção de gametas, ou seja, não há processo de meiose. <strong>Com isso, concluímos que nesse caso, o tipo de divisão celular que se verifica é a mitose.</strong></span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Assim, a reprodução assexuada caracteriza-se, na ausência de mutações, por originar descendentes geneticamente iguais entre seus ancestrais. Existem várias formas de reprodução assexuada. Destacaremos a cissiparidade (divisão binária), a gemiparidade (brotamento), a propagação vegetativa que ocorre em plantas, esporulação, partenogênese e esquizogonia.</span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>A) CISSIPARIDADE / DIVISÃO BINÁRIA:</strong> Também conhecido como bipartição, é um processo que consiste na divisão de um indivíduo em duas partes que são geneticamente idênticas entre si, e que passarão a constituir o novo organismo. Muito comum em bactérias, algas unicelulares, e protozoários.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema de Reprodução Assexuada por Cissiparidade - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-reproducao-assexuada.jpg" alt="Esquema de Reprodução Assexuada por Cissiparidade - Embriologia" width="525" height="305" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Esquema de Reprodução Assexuada por Cissiparidade.</span></em></div>
<div align="center"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>B) GEMIPARIDADE / BROTAMENTO:</strong> Aqui, o organismo produz, por mitose, lentamente um &#8220;broto&#8221;, que cresce, formando um novo organismo. Esses indivíduos que &#8220;brotam&#8221; podem se separar e crescer tanto quanto o organismo genitor, ou se manter agregados ao organismo parental, constituindo uma colônia. A gemiparidade ocorre em certas bactérias, fungos, celenterados, poríferos e protozoários.</span></div>
<div align="center"><img title=" Esquema de Reprodução Assexuada por Brotamento - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/reproducao-assexuada.jpg" alt=" Esquema de Reprodução Assexuada por Brotamento - Embriologia" width="444" height="258" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></p>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2.</strong> Esquema de Reprodução Assexuada por Brotamento.</span></em></div>
<div align="center"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>C) PROPAGAÇÃO VEGETATIVA:</strong> Consiste na reprodução assexuada de plantas, através de partes de seu corpo vegetativo, principalmente por pedaços de caule, que serão utilizados como formas reprodutivas denominadas “mudas”. Na agricultura, é muito freqüente a propagação vegetativa em plantas como a cana-de-açúcar, a mandioca, a batata, a roseira e a bananeira, entre outros exemplos.</span></div>
<div align="center"><img title=" Esquema de Propagação Vegetativa - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/propagacao-vegetativa.jpg" alt=" Esquema de Propagação Vegetativa - Embriologia" width="395" height="372" /><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;"><br />
Reprodução</span></span></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><em><strong>Figura 3.</strong> Esquema de Propagação Vegetativa.</em></span></div>
<div align="center"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>D) ESPORULAÇÃO: </strong>Processo que ocorre em organismos multicelulares como as algas e fungos. Consiste na produção de estruturas reprodutivas denominadas de “esporos” que é uma célula que se liberta do corpo do organismo, e ao encontrar um ambiente favorável, multiplica-se originando um novo indivíduo.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema de Reprodução por Esporulação - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/reproducao-esporulacao.jpg" alt="Esquema de Reprodução por Esporulação - Embriologia" width="456" height="308" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;">Reprodução</span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"></p>
<p></span></span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 4.</strong> Esquema de Reprodução por Esporulação.</span></em></div>
<div align="center"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>E) PARTENOGÊNESE:</strong> Ocorre pelo desenvolvimento, por exemplo, de uma prole a partir de ovos não fertilizados. Nesse tipo de reprodução há a presença de gameta, entretanto, o gameta feminino se desenvolve sem haver a fecundação. Neste tipo de reprodução, em algumas espécies, ela é parte do mecanismo que determina o sexo. Por exemplo, nas formigas e em outros insetos, os machos se originam justamente dos ovos não fertilizados, sendo haplóides. Já as fêmeas desenvolvem-se a partir de ovos fertilizados e são diplóides. A partenogênese não impede o acasalamento. Processo comum que ocorre em abelhas, algumas espécies de peixes, répteis, anfíbios e insetos.</span></div>
<div align="justify"></div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>F) ESQUIZOGONIA:</strong> Tipo de reprodução típica dos protozoários esporozoários; a célula sofre sucessivas divisões do seu núcleo, acompanhadas, depois, se idêntico número de divisões no citoplasma. <strong>Ex. Plasmodium malariae.</strong></span><strong><br />
</strong></div>
</div>
<div>
<div align="center"><img title="Esquema de Reprodução por Esquizogonia - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/reproducao-esquizogonia.jpg" alt="Esquema de Reprodução por Esquizogonia - Embriologia" width="337" height="220" /></div>
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"></p>
<p><strong>Figura 5.</strong> Esquema de Reprodução por Esquizogonia.</span></em></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong><em>1.2 – REPRODUÇÃO SEXUADA</em></strong><br />
</span></p>
<div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A reprodução sexuada é caracterizada pela troca de material genético entre os indivíduos. Ocorre a fecundação de duas células haplóides (n), formando uma célula diplóide (2n). Como há troca de informações genéticas, não há como termos indivíduos geneticamente idênticos. O que temos são seres semelhantes. Neste tipo de reprodução temos processos que envolvem as duas divisões celulares, mitose e meiose.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Evolutivamente a reprodução sexuada é mais vantajosa que a reprodução assexuada. A troca de material genético entre os indivíduos da mesma espécie permite que haja uma maior variabilidade genética que, por conseqüência, fornece uma taxa maior de sobrevivência. Dois eventos na meiose contribuem para a diversidade genética: <strong>crossing-over e distribuição independe dos cromossomos.</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os organismos que se reproduzem sexuadamente podem ser chamados de <strong>dióicos,</strong> ou seja, são os que apresentam sexo separado, ou de <strong>monóicos,</strong> que se apresentam com os dois sexos. Os gametas que são formados durante a reprodução sexuada podem ter formas e tamanhos semelhantes, sendo denominado de<strong> isogamia.</strong> Entretanto, na maioria das espécies, como na espécie humana, por exemplo, os gametas apresentam diferenças em formas e tamanhos, sendo denominados de<strong> heterogamia</strong> (anisogamia).</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2. GAMETOGÊNESE</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A gametogênese é o processo de formação dos gametas masculinos (espermatogênese) e dos gametas femininos (ovulogênese). As células que dão origem aos gametas são denominadas de <strong>células germinativas (2n).</strong> No caso da formação dos gametas masculinos (espermatozóide), as células germinativas são as <strong>espermatogônias</strong>. Na formação dos gametas femininos (óvulos), as células germinativas são as <strong>ovogônias.</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A partir de agora iremos estudar tanto a gametogênese masculina quanto a gametogênese feminina. Neste primeiro módulo veremos a gametogênese masculina e todo o sistema reprodutor dos homens.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.1 – GAMETOGÊNESE MASCULINA</span></strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Para entender melhor sobre a produção de gameta masculino (espermatozóide) é necessário que saibamos mais sobre o aparelho reprodutor masculino. O aparelho reprodutor masculino é formado por: <strong>Testículos (gônadas); epidídimo, canal deferente, uretra, escroto, pênis e glândulas anexas.</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O produto final do aparelho reprodutor masculino é denominado de sêmen. Além do espermatozóide, o sêmen contém uma complexa mistura de fluidos e moléculas que mantém o espermatozóide e facilita a fertilização. Os espermatozóides são responsáveis por menos de 5% do volume total do sêmen.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema de um Aparelho Reprodutor Masculino - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/aparelho-reprodutor-masculino.jpg" alt="Esquema de um Aparelho Reprodutor Masculino - Embriologia" width="474" height="308" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 6.</strong> Esquema de um Aparelho Reprodutor Masculino.</span></em></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os TESTÍCULOS são as gônadas masculinas, ou seja, são responsáveis pela produção de espermatozóide. Em todos os mamíferos, excetos morcegos, elefantes e mamíferos marinhos, os testículos estão localizados fora da cavidade corporal dentro de uma bolsa de pele denominada de<strong> escroto</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Na maioria dos vertebrados, como os peixes, anfíbios e répteis, os testículos ficam retidos dentro da cavidade corporal, mais precisamente na cavidade abdominal. Esse fenômeno pode acontecer durante ou após o nascimento. Como os mamíferos são animais homeotérmicos e têm uma temperatura corporal alta esse posicionamento peculiar dos testículos é uma adaptação termorregulatória, pois a espermatogênese é sensível à temperatura superior a 36,5 oC. Por isso, os indivíduos cujos testículos não desceram sofrem de <strong>criptorquidia e esterilidade</strong>. Assim, a temperatura testicular ideal é de 1 a 3ºC abaixo da corporal e, em dias frios, os sacos são puxados junto ao corpo graças à atividade muscular reflexa do <strong>músculo cremáster</strong>. Entre os mamíferos primitivos e naqueles cuja temperatura corporal é mais baixa os testículos ficam retidos no abdômen ou na pelve (Nishida, 2006).</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os testículos são constituídos por inúmeros <strong>túbulos seminíferos</strong>, ou também chamados ductos seminíferos. Esses ductos são formados pelas <strong>células de Sertoli</strong> (únicas células somáticas) e pelo epitélio germinativo, onde ocorrerá a formação dos espermatozóides. As células de Sertoli são células que garantem o apoio mecânico e a nutrição, além da produção de determinadas enzimas e hormônios (estrogênio). Em meio aos ductos seminíferos, as <strong>células intersticiais ou de Leydig</strong> produzem os hormônios sexuais masculinos, sobretudo a <strong>testosterona,</strong> responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema de um Testículo - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-testiculo.jpg" alt="Esquema de um Testículo - Embriologia" width="401" height="265" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 7.</strong> Esquema de um Testículo.</span></em></div>
<div align="center"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O EPIDÍDIMO é um sistema de tubos que armazena os espermatozóides até sua completa maturação. O epidídimo conecta-se com a uretra por um tubo denominado de CANAL DEFERENTE. Estes canais são dois tubos que saem dos testículos e que, durante a ejaculação, conduz os espermatozóides ao ducto ejaculatório. O processo cirúrgico denominado de <strong>vasectomia </strong>consiste justamente na incisão em cada canal, impedindo, portanto a passagem dos espermatozóides.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">As VESÍCULAS SEMINAIS são responsáveis pela produção de um líquido que fará parte da constituição final do sêmen. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozóides e é constituído principalmente por frutose, e prostaglandinas (hormônios produzidos em numerosos tecidos do corpo). As principais GLÂNDULAS ANEXAS são: <strong>a próstata</strong>, cuja função é secretar substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozóides; e as <strong>glândulas bulbo-uretral</strong> que atua na produção de uma substância transparente durante a excitação sexual.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O PÊNIS é uma estrutura considerada como o principal órgão do aparelho reprodutor masculino. É formado por uma estrutura denominada de <strong>glande</strong>, que determina o fim do canal da uretra. Outra estrutura é o <strong>prepúcio</strong>, que é a fina camada de pele que recobre o pênis. Quando a glande não consegue ser exposta devido ao encurtamento do prepúcio, provoca o que chamamos de <strong>fimose</strong>. Algumas religiões retiram do recém nascido o prepúcio, processo denominado de circuncisão. A URETRA é um canal por onde desemboca a urina. Os músculos encontrados na entrada da bexiga impedem que a urina se misture ao sêmen.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Agora que já conhecemos as principais estruturas do aparelho masculino, veremos agora como se dá a regulação hormonal nos homens.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Ao chegar a puberdade, os testículos do homem começam a ser estimulados pelos <strong>hormônios gonadotróficos </strong>(FSH e LH) da glândula <strong>hipófise </strong>(pituitária). O <strong>FSH</strong> atua estimulando as <strong>células de sertoli</strong> a promoverem a espermatogênese. O<strong> LH</strong> atua estimulando as <strong>células de Leydig</strong> a sintetizarem e a excretarem a <strong>testosterona</strong>. A testosterona age produzindo diversos efeitos: atua no crescimento dos testículos; na formação dos órgãos sexuais masculinos e nos caracteres secundários como produção de pêlos, produção de uma voz mais grave, etc; controla a produção de espermatozóides; promove o impulso sexual. Na ausência da testosterona o indivíduo apresenta características sexualmente infantis.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Feito o estudo do aparelho reprodutor masculino, suas estruturas e os hormônios envolvidos, veremos a partir de agora como se dá o processo de formação dos espermatozóides.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Como vimos anteriormente, o processo de formação dos espermatozóides é denominado de gametogênese masculino ou também chamado de espermatogênese. É um processo que se divide em 4 fases ou períodos: <strong>período germinativo</strong>; <strong>período de crescimento; período de maturação e período de diferenciação.</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Durante o primeiro período, o PERÍODO GERMINATIVO, uma célula germinativa diplóide (2n), sofre o processo de divisão por <strong>mitose</strong>, originando células também diplóides (2n), as <strong>espermatogônias</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">No segundo período, o PERÍODO DE CRESCIMENTO, cada espermatogônia diplóide passará por um processo de crescimento onde há o aumento do seu volume celular. Essa nova célula maior passará a ser chamada de espermatócito I (2n). Nesse período não há divisão celular.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Com isso, essa nova célula entra no terceiro período da espermatogênese, o PERÍODO DE MATURAÇÃO. Durante esse período o espermatócito I (2n) sofre uma divisão reducional meiose I, originando duas células filhas, entretanto, com a metade do número de cromossomos (n). Essas células passam a se chamar de <strong>espermatócitos II.</strong></span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Cada espermatócito II passará por uma segunda divisão, só que agora uma divisão equacional <strong>meiose II</strong>, onde cada célula dará origem a duas outras células também haplóides (n), as <strong>espermátides</strong>. As espermátides passarão agora pelo PERÍODO DE MATURAÇÃO, onde darão origem a milhões de espermatozóides (<strong>espermiogênese</strong>). Durante a formação de espermatozóides, as principais organelas envolvidas são: complexo de golgi, núcleo e centríolos.</span></div>
<div align="center"><img title="Processo de Espermatogênese - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/processo-espermatogenese.jpg" alt="Processo de Espermatogênese - Embriologia" width="349" height="477" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 8.</strong> Processo de Espermatogênese.</span></em></div>
<div align="center"><em><br />
</em></div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O produto final da espermatogênese é a formação de uma célula responsável pela metade do material genético de um indivíduo: o espermatozóide. Sua produção é bastante elevada. As principais características dos espermatozóides são: células móveis, pequenas, flagelares e com baixo custo de produção. É constituído por uma cabeça, uma peça intermediária e uma cauda. Na CABEÇA, encontramos uma bolsa rica em enzimas que ajudam durante a penetração do espermatozóide no óvulo, o <strong>acrossomo</strong>. O acrossomo é um lisossomo modificado. Na PEÇA INTERMEDIÁRIA, encontramos as mitocôndrias que são responsáveis por fornecer energia para a movimentação. A CAUDA é uma estrutura flagelar que auxilia na movimentação do mesmo.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema de um Espermatozóide - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-espermatozoide.jpg" alt="Esquema de um Espermatozóide - Embriologia" width="603" height="356" /></div>
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 9.</strong> Esquema de um Espermatozóide.</p>
<p></span></em></div>
<div align="justify"><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.2 – GAMETOGÊNESE FEMININA</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Para entender melhor sobre a produção de gameta feminino (óvulo) é necessário que saibamos mais sobre o aparelho reprodutor feminino. O aparelho reprodutor feminino é formado por: <strong>2 ovários, 2 tubas uterinas (trompas de falópio), 1 útero, 1 vagina, 1 vulva.</strong></span></div>
<div align="center"><img title=" Esquema de um Aparelho Reprodutor Feminino - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/aparelho-reprodutor-feminino.jpg" alt=" Esquema de um Aparelho Reprodutor Feminino - Embriologia" width="365" height="191" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 10.</strong> Esquema de um Aparelho Reprodutor Feminino.</span></em></div>
<div align="center"><em><br />
</em></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A VAGINA é o órgão que abriga o pênis durante a relação sexual. É também o local de saída da menstruação e do recém nascido. É ligado ao colo do útero sendo formada por duas glândulas, as <strong>glândulas de Bartholin</strong>, que são responsáveis pela liberação do muco lubrificante. Na entrada da vagina localiza-se uma pequena membrana, o<strong> hímen</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A VULVA é a genitália externa, e é protegida pelos <strong>grandes lábios</strong>, que na mulher madura são recobertos por pêlos pubianos. Na vulva também encontramos os <strong>pequenos lábios e o clitóris</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os OVÁRIOS são as gônadas femininas. São responsáveis pela produção dos óvulos, e pela produção de hormônios femininos: <strong>estradiol e progesterona. </strong>TUBAS UTERINAS são dois ductos que unem o ovário ao útero. Formado por epitélio ciliar, os cílios auxiliam no transporte do gameta feminino até o útero. O ÚTERO é um órgão oco revestido internamente pelo endométrio.</span></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Um ciclo ovariano feminino dura em média 28 dias, estando sujeito à variações físicas, ambientais e psicológicas. Durante o período fértil a mulher passará por aproximadamente 450 ciclos ovarianos, sendo que, a cada ciclo um ovócito ira ser maturado e ser liberado. Este ciclo ovariano é controlado pelos mesmos hormônios que iniciam a maturação sexual, os hormônios gonadotróficos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Mas como se dá a regulação hormonal feminina? A mulher passa por um ciclo ovariano denominado de <strong>ciclo menstrual.</strong> O ciclo menstrual inicia-se com o primeiro dia da menstruação que representa a eliminação do ovócito II não fecundado e do revestimento do endométrio que é liberado pela vagina. Ela ocorre pelo fato do ovário reduzir muito a secreção de hormônios. A menstruação é um período que varia, geralmente, entre 3 a 7 dias. O ciclo menstrual é o período compreendido entre o início de uma menstruação até o início da próxima menstruação, e dura cerca de 30 dias.</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Com a chegada da maturidade sexual o ovário inicia um ciclo cujo período varia de espécie para espécie. As gônadas femininas são controladas pela <strong>adenohipófise</strong>, que por sua vez é controlada pelo cérebro. Quando chega a puberdade feminina, o ovário está pronto para liberar óvulos férteis. As células do hipotálamo iniciam a produção de hormônios gonadotróficos (GnRH), que por sua vez controla a produção dos hormônios que agem nos ovários. O GnRH estimula a hipófise a produzir o hormônio <strong>folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH)</strong>. O FSH no ovário induz o crescimento e a maturação dos folículos ovarianos. O LH é responsável pela liberação do óvulo no ovário e estimula a produção do corpo lúteo. O corpo lúteo passa a produzir progesterona que atua na gestação e inibe a produção de novos folículos.</span></div>
</div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Com a liberação destes hormônios, o tecido ovariano cresce estimulando o ovário a produzir dois hormônios, estrógeno e progesterona. O estrógeno age formando as características sexuais da mulher e, estimulando o útero a se preparar para uma possível gestação, desenvolvendo a mucosa intra-uterina. Com o aumento da taxa de estrógeno ocorre, inicialmente, uma diminuição do FSH e do LH, chegando a pontos mínimos por volta do 7º &#8211; 10º dia de ciclo. Entretanto, em seguida, através de um processo denominado de feedback negativo a hipófise inicia uma produção grande de FSH e LH, sendo que o LH começa a ser produzido em maiores quantidades. Esse aumento súbito do LH faz com que haja a liberação do óvulo pelos folículos ovarianos. Essa etapa ocorre por volta do 14º do ciclo.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Esse aumento súbito do LH faz com que haja a liberação do óvulo pelos  olículos ovarianos. Essa etapa ocorre por volta do 14º do ciclo. A ovulação leva a formação do corpo lúteo (corpo amarelo) que secreta quantidade elevada de progesterona e uma quantidade considerável de estrógeno. Com a produção de progesterona e estrógeno, o FSH e o LH tendem a diminuir, diminuindo assim a produção do corpo lúteo. Com a queda na produção do corpo lúteo, a taxa de progesterona e estrógeno também começa a cair, provocando a descamação da mucosa uterina, ou seja, a menstruação.</span></div>
<div>
<div align="center"><img title="Esquema do Ciclo Menstrual - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/ciclo-menstrual.jpg" alt="Esquema do Ciclo Menstrual - Embriologia" width="595" height="416" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 11.</strong> Esquema do Ciclo Menstrual.</span></em></div>
<div align="center"><img title="Esquema ciclo Menstrual - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-ciclo-menstrual.jpg" alt="Esquema ciclo Menstrual - Embriologia" width="560" height="557" /></div>
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 12. </strong>Esquema do Ciclo Menstrual.</span></em></div>
<div align="center"><em><br />
</em></div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Feito o estudo do aparelho reprodutor feminino, suas estruturas e os hormônios envolvidos, veremos a partir de agora como se dá o processo de formação dos óvulos, ou seja, a ovogênese.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A ovogênese é um processo com algumas diferenças básicas para a espermatogênese. Na ovogênese não há o período de diferenciação. Bem o processo pode ser resumido da seguinte forma: Inicialmente uma <strong>célula germinativa</strong> (2n) passa por uma divisão celular, <strong>mitose</strong>, e acaba por formar várias células também 2n, denominadas de<strong> ovogônias</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Essas células acabam por se multiplicar formando várias células, caracterizando o PERÍODO DA MULTIPLICAÇÃO. Algumas dessas ovogônias entram em um segundo período, o PERÍODO DE CRESCIMENTO, onde ocorre o aumento do material de reserva sem, entretanto, haver divisão celular. Essas células que cresceram passam a se chamar agora de <strong>ovócitos I</strong>. Esse processo de crescimento é interrompido no parto e retorna no início da puberdade.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O ovócito I sofre uma divisão reducional, a <strong>meiose</strong>, formando duas células agora haplóides (n) A maior delas é o <strong>ovócito II</strong>, e a menor delas recebe o nome de <strong>corpúsculo polar</strong>. Inicia-se agora o PERÍODO DE MATURAÇÃO. Em caso de fecundação, a mulher libera do ovário o ovócito II. A penetração do espermatozóide estimula o ovócito II a continuar o processo de meiose, e esta célula se transforma em <strong>óvulo</strong>.</span></div>
<div align="center"><img title="Esquema da Ovogênese - Embriologia" src="../../../biologia/embriologia/imagens/esquema-ovogenese.jpg" alt="Esquema da Ovogênese - Embriologia" width="377" height="423" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;">Reprodução</span></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 13.</strong> Esquema da Ovogênese.</span></em></div>
<div align="center"><em><br />
</em></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">As principais diferenças entre a espermatogênese e a ovulogênese podem ser vistas na tabela abaixo:</span></div>
<div align="justify"></div>
<table width="494" border="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td align="center"> <span style="color: #333399;"><strong><span style="font-size: x-small;">CARACTERÍSTICAS</span></strong></span></td>
<td align="center"> <span style="color: #333399;"><strong><span style="font-size: x-small;">ESPERMATOGÊNESE</span></strong></span></td>
<td align="center"> <span style="color: #333399;"><strong><span style="font-size: x-small;">OVULOGÊNESE</span></strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Duração do Processo</strong>  </span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Contínuo</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Relacionado ao<br />
Ciclo Menstrual</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Produto Final</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Milhares de<br />
Espermatozóides</span></td>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Um óvulo por ciclo e 3 corpúsculos polares<br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Célula</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O Espermatozóide é<br />
bem menor</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O óvulo é uma célula maior</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Duração</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A produção ocorre até a velhice</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Cessa com a menopausa</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Tabela 1.</strong> Principais Diferenças entre a Espermatogênese e a Ovulogênese.</span></em></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">3. FERTILIDADE</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Existem muitas razões que podem levar um casal a não terem um bebê. A taxa de produção de espermatozóide do homem pode ser baixa ou terem pouca mobilidade. Nas mulheres, o muco produzido pode ser espesso e não permitir o deslocamento de espermatozóides. Há outros motivos, como motivos estruturais, por exemplo, a chamada endomitrose, que é a proliferação exagerada de células endometriais fora do útero.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A tecnologia reprodutiva mais antiga é a <strong>inseminação artificial </strong>que envolve a colocação do espermatozóide no lugar adequado para que a fertilização ocorra. É uma técnica bastante útil, principalmente quando a contagem de espermatozóide é baixa ou este não possui mobilidade.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Atualmente há técnicas mais avançadas como as <strong>tecnologias de reprodução assistida</strong>. Esta técnica consiste na remoção de óvulos não fertilizados, e união destes com o espermatozóide fora do corpo da mulher. A primeira técnica deste tipo foi a chamada fertilização in vitro onde a mulher é tratada com hormônios que estimulem a maturação dos folículos. Os óvulos então são colhidos da mãe e os espermatozóides dos pais. Estes são combinados em um meio de cultura fora do corpo e então, após a fertilização, são recolocados no local certo.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Tecido Conjuntivo Hematopoiético Sanguíneo &#8211; Função</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tecido hematopoiético é o tecido formador dos elementos figurados do sangue. Podemos dividi-lo em: Tecido mielóide e Tecido linfático ou linfoide. O tecido sanguíneo é composto de elementos figurados (células),...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tecido hematopoiético é o tecido formador dos elementos figurados do sangue. Podemos dividi-lo em: Tecido mielóide e Tecido linfático ou linfoide. O tecido sanguíneo é composto de elementos figurados (células), mergulhados no plasma. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Tecido Conjuntivo Muscular &#8211; Estriado, Liso e Cardíaco</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O tecido muscular é formado por células especializadas, chamadas fibras, que possuem alta capacidade de contração graças à presença de miofibrilas. Existem três tipos de músculos: O músculo estriado esquelético,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tecido muscular é formado por células especializadas, chamadas fibras, que possuem alta capacidade de contração graças à presença de miofibrilas. Existem três tipos de músculos: O músculo estriado esquelético, estriado cardíaco, e liso.</p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>TECIDO MUSCULAR &#8211; MÚSCULOS</strong><br />
</span></p>
<div>
<div align="center"><img title="Tecido Muscular - Histologia Biologia" src="../../../biologia/histologia/imagens/musculos.gif" alt="Tecido Muscular - Histologia Biologia" width="197" height="285" align="right" /></div>
</div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">1. CARACTERÍSTICAS GERAIS</span></strong></p>
<div>
<div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido muscular é formado por estruturas denominadas <strong>músculos</strong>. Possui origem mesodérmica, ou seja, o folheto embrionário que dará origem ao tecido muscular é a mesoderme. Além do tecido muscular, os músculos também são formados por tecido conjuntivo, onde se encontram os vasos sanguíneos que nutrem e oxigenam os músculos.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> As células que formam os músculos, <strong>as células musculares</strong>, são altamente contráteis, sendo sua principal característica a contração e a distenção, o que permite o movimento dos membros. São células alongadas, altamente especializadas e dotadas de capacidade contrátil, denominadas <strong>fibras </strong><strong>musculares (miofibrilas)</strong>. As miofibrilas são formadas por vários tipos de proteínas sendo que a <strong>actina</strong> e a <strong>miosina</strong> são as mais abundantes dentro das células. </span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><br />
</span></span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Existem três tipos de tecido muscular que iremos estudar. <strong>O tecido muscular estriado esquelético; o tecido muscular estriado cardíaco; e o tecido muscular não estriado.</strong></span></div>
</div>
<div align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-498" title="musculatura-esqueletica" src="http://www.acervoescolar.com.br/wp-content/uploads/musculatura-esqueletica.gif" alt="" width="711" height="545" /></div>
<div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Musculatura Esquelética.</span></em></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div>
<div align="justify"><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2. TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTICO</span></strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> É o tecido de maior distribuição nos vertebrados, sendo responsável pela formação da chamada “<strong>carne</strong>”. As principais características deste tecido são fibras musculares formadas por faixas (estrias) transversais sendo que a musculatura do tecido é presa aos ossos. Possuem contração voluntária.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> O tecido muscular esquelético é formado por fibras denominadas de <strong>fibras musculares esqueléticas</strong>. As fibras musculares esqueléticas (miócitos) são formadas ainda durante o desenvolvimento embrionário. As células precursoras destas fibras são conhecidas como mioblastos. Cada fibra muscular estriada esquelética é revestida por um envoltório denominado <strong>endomísio</strong>. O conjunto formado por este envoltório, o endomísio, juntamente com a membrana plasmática das células musculares recebe o nome de <strong>sarcolema</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Estas fibras possuem um número de núcleos bastante variado por célula. O citoplasma de uma fibra muscular recebe o nome de <strong>sarcoplasma</strong>, e é bastante rico em retículo endoplasmático liso denominado de <strong>retículo sarcoplasmático</strong>. A principal função deste retículo é o armazenamento de íons Cálcio. No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas <strong>miofibrilas</strong> contráteis, constituídas por filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. Filamentos de <strong>actina e miosina </strong>dispostos regularmente originam um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados <strong>músculos estriados</strong>. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu comprimento, denominadas <strong>sarcômeros</strong> (miômero). A distribuição dos filamentos de actina e miosina variam ao longo do sarcômero. As faixas mais externas e mais claras do sarcômero, chamadas<strong> banda I</strong>, contêm apenas filamentos de actina. Dentro da banda I existe uma linha que se cora mais intensamente, denominada <strong>linha Z</strong>, que corresponde a várias uniões entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais escura, é chamada <strong>banda A</strong>, cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos. Dentro da banda A existe uma região mediana mais clara –<strong> a banda H </strong>– que contém apenas miosina.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.1. CONTRAÇÃO MUSCULAR</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> A contração muscular ocorre quando filamentos de actina deslizam sobre os filamentos de miosina, provocando a diminuição dos miômeros.</p>
<p></span></div>
<div align="center"><img title="Esquema da Contração Muscular - Histologia Biologia Tecido Muscular" src="../../../biologia/histologia/imagens/contracao-muscular.jpg" alt="Esquema da Contração Muscular - Histologia Biologia Tecido Muscular" width="408" height="401" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></div>
</div>
<div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2.</strong> Esquema da Contração Muscular.</span></em></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="justify"></div>
</div>
<div align="justify"></div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> O estímulo para a contração muscular é geralmente um impulso nervoso, que chega à fibra muscular através de um nervo. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático, fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma. Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que esta se ligue à miosina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo, o cálcio é imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático, o que faz cessar a contração.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> A energia para a contração muscular é suprida por moléculas de ATP produzidas durante a respiração celular. O ATP atua tanto na ligação da miosina à actina quanto em sua separação, que ocorre durante o relaxamento muscular. Quando falta ATP, a miosina mantémse unida à actina, causando enrijecimento muscular. É o que acontece após a morte, produzindo-se o estado de rigidez cadavérica (rigor mortis). A quantidade de ATP presente na célula muscular é suficiente para suprir apenas alguns segundos de atividade muscular intensa. A principal <strong>reserva de energia</strong> nas células musculares é uma substância denominada <strong>fosfato de creatina (fosfocreatina </strong>ou<strong> creatina-fosfato)</strong>. Dessa forma, podemos resumir que a <strong>energia</strong> é inicialmente fornecida pela respiração celular é armazenada como <strong>fosfocreatina</strong> (principalmente) e na forma de <strong>ATP</strong>. Quando a fibra muscular necessita de energia para manter a contração, grupos fosfatos ricos em energia são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se transforma em ATP. Quando o trabalho muscular é intenso, as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina pela intensificação da respiração celular. Para isso utilizam o glicogênio armazenado no citoplasma das fibras musculares como combustível.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> As fibras musculares, segundo pesquisas recentes, podem ter dois tipos de miosina. As fibras musculares portadores de miosina do tipo II são mais rápidas que às portadoras de miosina do tipo I. As fibras musculares mais rápidas são dotadas de uma menor quantidade de mitocôndrias, entretanto, podem se contrair muito mais rápido que as demais fibras. Já as fibras ricas em miosina do tipo I são mais lentas, contudo, possuem um maior número de mitocôndrias e são mais irrigadas. A presença de um número maior desta ou daquela fibra pode variar de uma pessoa para outra. Maratonistas tendem a ter uma maior concentração de fibras musculares lentas, enquanto que velocistas tendem a ter uma maior concentração de fibras musculares rápidas.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">3. TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> No tecido muscular estriado esquelético, as células formam as fibras musculares, e possuem vários núcleos. Entretanto, no tecido muscular estriado cardíaco, as células que formam as fibras musculares são formadas apenas por um único núcleo. Uma outra diferença é que no tecido muscular estriado cardíaco as fibras não formam feixes (estrias) e este tipo de tecido está presente apenas no coração.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Sua contração, diferentemente do tecido muscular estriado esquelético é involuntária, ou seja, o coração bate independente de nossa vontade. O número de batimentos por unidade de tempo é denominado de <strong>freqüência cardíaca</strong> que é definida por um grupo de células denominado de <strong>marca </strong><strong>passo cardíaco (nó sinoatrial)</strong>.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">4. TECIDO MUSCULAR NÃO ESTRIADO (LISO)</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Tecido presente em órgãos viscerais como estômago e intestino, apresenta diferença básicas com os demais tecidos musculares estriados. Diferentemente dos demais tecidos musculares, o tecido muscular liso apresenta células mononucleadas, sem estrias transversais, sendo, contudo, de contração involuntária. A contração destes músculos é bem mais lenta quando comparados à contração dos músculos estriados esqueléticos.</span></div>
<div align="center"><img title="Tecido Muscular Esquelético Cardíaco e Liso - Histologia Biologia" src="../../../biologia/histologia/imagens/tipos-tecidos-musculares.jpg" alt="Tecido Muscular Esquelético Cardíaco e Liso - Histologia Biologia" width="369" height="204" /></div>
</div>
<div><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><br />
</span></span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></span></div>
<p><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 3.</strong> Exemplos dos Tecidos Musculares Esqueléticos, Cardíacos e Lisos.</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Tecido Conjuntivo Epitelial &#8211; Epitélio e Revestimento</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Também conhecido como epitélio, este tecido aparece revestindo o corpo e forrando as cavidades como, por exemplo, o tubo digestivo ou ainda o sistema respiratório, conferindo proteção contra atritos, invasão...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Também conhecido como epitélio, este tecido aparece revestindo o corpo e forrando as cavidades como, por exemplo, o tubo digestivo ou ainda o sistema respiratório, conferindo proteção contra atritos, invasão de microrganismos ou evaporação. Serve também para absorção de alimentos, oxigênio, entre outros.</p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1. HISTOLOGIA</strong></span></p>
<div align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-494" title="tecido-epitelial" src="http://www.acervoescolar.com.br/wp-content/uploads/tecido-epitelial.jpg" alt="" width="279" height="279" /><br />
<span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;">Reprodução</span></p>
<p><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Associação entre o tecido epitelial e a lâmina própria ou tecido conjuntivo.</span></em></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A histologia é a ciência que estuda os tecidos. Podemos definir tecidos como sendo “o conjunto de células que desempenham a mesma função”.</span></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2. TECIDO EPITELIAL</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.1 &#8211; CARACTERÍSTICAS</span></strong></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido epitelial é bastante abrangente em nosso organismo. Dependendo do órgão em que se encontra, este tecido pode desempenhar diversas funções tais como: absorção e secreção de substâncias (tecido epitelial glandular), proteção e até mesmo a percepção de determinadas sensações (calor, frio, etc).</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido epitelial pode ser classificado em dois tipos quanto à função por ele desempenhada: tecido epitelial de revestimento (proteção e percepção de sensações) e tecido epitelial glandular (secreção de substâncias).</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido epitelial se caracteriza por ser um tecido onde as células que o formam estão extremamente unidas, justapostas. Esta característica não permite que haja praticamente nenhum espaço intercelular. Por isso, o tecido epitelial também é caracterizado por apresentar pouca ou nenhuma substância intercelular. Graças a estas características o tecido epitelial pode desempenhar com sucesso a função de proteção e revestimento. Outra característica fundamental do tecido epitelial é o fato de ser <strong>avascular</strong>, ou seja, não apresentar vasos sanguíneos. Isto faz com que os nutrientes e o oxigênio necessários à manutenção de um tecido cheguem através do processo de difusão a partir de tecidos próximos como o tecido conjuntivo. Uma característica que também é extremamente importante é a constante renovação que passa o tecido epitelial. Pelo fato de estarem em contato direto com o meio externo as células epiteliais sofrem constantemente desgastes, havendo a necessidade da reposição. Essa reposição se dá pelo processo de divisão celular a <strong>mitose</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Como dito acima, o tecido epitelial pode ser classificado em tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial glandular. Vamos começar nosso estudo pelo tecido epitelial de revestimento.</span></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.2 – TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO</span></strong></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido epitelial de revestimento é responsável pelo revestimento tanto externo de nosso corpo, quanto pelo revestimento interno de alguns órgãos. Por exemplo, nossos vasos sanguíneos são revestidos internamente por um tecido epitelial denominado <strong>tecido endotelial</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido epitelial de revestimento pode ser classificado quanto à forma de suas células ou quanto ao número de camadas celulares. Em relação ao número de camadas de células temos que o tecido epitelial pode apresentar apenas uma camada celular, o chamado <strong>tecido epitelial simples (uniestratificado)</strong>; em<strong> estratificado</strong> que possui várias camadas de células, e, por fim, em <strong>tecido epitelial pseudoestratificado</strong> que possui uma única camada celular, mas com núcleos de tamanhos diferentes. Quanto à forma de suas células o tecido epitelial pode ser classificado em: <strong>prismático</strong> (células prismáticas), <strong>cúbico</strong> (células cúbicas), <strong>pavimentoso </strong>(células achatadas)<strong> e de transição</strong> (células sem formas definidas).</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O esquema abaixo mostra alguns destes tipos de epitélios:</span></p>
<div align="center"><img title="Tipos de Tecidos Epiteliais - Histologia Tecido Epitelial Biologia" src="../../../biologia/histologia/imagens/tecidos-epiteliais.jpg" alt="Tipos de Tecidos Epiteliais - Histologia Tecido Epitelial Biologia" width="536" height="351" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></p>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Tecidos Epiteliais</span></em>.</div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.3 – ESTUDO DA PELE</span><br />
</strong></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A pele humana é um dos órgãos mais importantes de nosso corpo. Ela atua não só na<strong> </strong>defesa de nosso organismo evitando a entrada de microorganismos nocivos, mas, é também, a responsável pela manutenção de nossa temperatura corporal.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Ela é formada por tecidos: o mais externo é denominado de <strong>epiderme</strong> e o mais interno é a <strong>derme</strong>.</span></div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A epiderme é um epitélio pluriestratificado, ou seja, formado por várias camadas de células achatadas justapostas. A camada mais interna é conhecida como <strong>epitélio germinativo</strong>, e é formado por células que se multiplicam continuamente por mitose. A constante renovação de nossas células epidérmicas ocorre sempre do interior de nossa pele para o exterior. À medida que envelhecem, as células epidérmicas tornam-se achatadas, e passam a fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a queratina. As células mais superficiais, ao se tornarem repletas de <strong>queratina</strong>, morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água, denominado <strong>camada queratinizada</strong> ou <strong>córnea</strong>. Na epiderme ainda são encontrados células denominadas de <strong>melanócitos</strong>, responsáveis pela produção de melanina, o pigmento escuro que irá fornecer coloração à pele e aos pêlos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A <strong>melanina</strong> é uma substância orgânica sintetizada a partir do aminoácido tirosina e atua na proteção de nossa pele absorvendo raios ultravioletas e neutralizando os radicais livres, compostos altamente prejudiciais para nossa pele. O que diferencia a pessoa ter uma pele mais clara ou mais escura não é quantidade de melanócitos presentes, mas sim, a quantidade de melanina presente.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A derme por sua vez encontra-se sob a epiderme, e é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os <strong>fibroblastos</strong>, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a <strong>substância amorfa</strong>, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sanguíneos e nervos</span>.</div>
<div align="center"><img title="Tecido Epitelial e seus Anexos - Histologia Biologia" src="../../../biologia/histologia/imagens/tecido-epitelio.jpg" alt="Tecido Epitelial e seus Anexos - Histologia Biologia" width="439" height="267" /></div>
<div align="center"><span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-size: xx-small;">Reprodução</span></span></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2.</strong> Tecido Epitelial e seus Anexos.</span></em></div>
<p>&nbsp;</p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A pele humana apresenta alguns anexos como <strong>pêlos, unhas e glândulas</strong>. Os pêlos são “fios” bastante finos e ricos em queratina. Os pêlos são resultados da morte de células sintetizadoras de queratina, que ao morrerem são compactados na base e crescem. A movimentação deste pêlo é regida por um músculo chamado de <strong>músculo eretor</strong>. As unhas são placas de queratina presentes nas pontas dos dedos. Por fim, as glândulas da pele podem ser de dois tipos: glândulas sebáceas (lubrificam a pele e os pêlos) e glândulas sudoríparas (secreção do suor).</span></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.4 – ESPECIALIZAÇÕES DO TECIDO EPITELIAL</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido epitelial possui algumas especializações que auxiliam as células na absorção, na aderência e na superfície de contato. A primeira especialização que vamos estudar é denominada<strong> microvilosidade</strong>. As microvilosidades são responsáveis por aumentar a absorção das células. Encontrada principalmente em órgãos com função de absorção como o intestino. Os <strong>desmossomos</strong> atuam conferindo maior aderência entre as células.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2.5 – TECIDO EPITELIAL GLANDULAR</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">As glândulas ao formarem canais, suas células mais profundas produzem substâncias que são lançadas na superfície dos epitélios, em órgãos internos glândulas digestivas ou externamente, na pele (glândulas sudoríparas, sebáceas, mamárias). Todas essas glândulas são chamadas <strong>exócrinas</strong>. Quando formam cordões em vez de canais, as glândulas ficam isoladas dos epitélios que as originaram, mergulhadas no interior de outros tecidos. São atravessadas por vasos sangüíneos, e seus produtos são levados diretamente para a corrente sangüínea. Essas glândulas são chamadas <strong>endócrinas</strong> e seus produtos são os <strong>hormônios.</strong></span></p>
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		<title>O tecido Conjuntivo Propriamente Dito &#8211; Frouxo e Denso</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas das importantes funções do tecido conjuntivo são unir outros tecidos, preencher espaços e dar sustentação ao corpo. Ao contrário do tecido epitelial, os tecidos conjuntivos caracterizam-se por ter muita...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas das importantes funções do tecido conjuntivo são unir outros tecidos, preencher espaços e dar sustentação ao corpo. Ao contrário do tecido epitelial, os tecidos conjuntivos caracterizam-se por ter muita substância intercelular (matriz), que possui dois componentes: a parte amorfa e as fibras.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-491" title="tecido-conjuntivo" src="http://www.acervoescolar.com.br/wp-content/uploads/tecido-conjuntivo.jpg" alt="" width="392" height="300" /></p>
<div align="justify"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Imagem de microscópio óptico, do tecido adiposo. Note que as linhas são as delimitações das células e os pontos roxos são os núcleos dos adipócitos. A parte clara, parecendo um espaço vazio, é a parte da célula composta de gordura.</span></em></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>1. CARACTERÍSTICAS</strong></p>
<p></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido conjuntivo é o tecido de maior distribuição de nosso corpo. Ele é responsável, basicamente, por <strong>unir e sustentar</strong> outros tecidos. Diferentemente do tecido epitelial, o tecido conjuntivo é rico em substância intercelular ou também chamado de matriz intercelular (extracelular) <strong>produzidas e secretadas</strong> pelas próprias células. Ou seja, as células que formam o tecido conjuntivo são muito espaçadas entre si. Como vimos a presença em grande quantidade da substância intercelular fundamental é uma característica própria do tecido conjuntivo. Mas o que vem a ser essa matriz? A substância intercelular fundamental <strong>(amorfa)</strong> é uma camada formada por mucopolissacarídeos e por macromoléculas de glicídios. Nesta substância estão mergulhados os tipos de fibras do tecido conjuntivo. O que vai diferenciar os diferentes tipos de tecidos conjuntivos é o tipo de célula e a composição desta matriz intercelular.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Outra característica que diferencia estes dois tecidos é quanto à vascularização. O tecido epitelial é um tecido <strong>avascular </strong>e é nutrido através da difusão que ocorre entre ele e o tecido conjuntivo. No tecido conjuntivo, por sua vez, a nutrição e a oxigenação das células ocorrem através dos vasos sanguíneos. Entretanto não podemos afirmar que todo tipo de tecido conjuntivo é vascularizado. A exceção é feita para o <strong>tecido adiposo,</strong> que, como veremos mais tarde, não apresenta <strong>vascularização</strong>. As principais funções do tecido conjuntivo estão relacionadas à sustentação, preenchimento e proteção.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>2. CLASSIFICAÇÃO</strong></p>
<p></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido conjuntivo pode ser classificado em dois grandes grupos: tecido conjuntivo <strong>propriamente dito</strong>, e também em tecidos conjuntivos <strong>especiais</strong>.O tecido conjuntivo propriamente dito pode ainda ser dividido em tecido conjuntivo <strong>frouxo e denso</strong> (modelado e não modelado). Já os tecidos conjuntivos especiais podem ser divididos em cartilaginoso, ósseo, adiposo e hematopoiético.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>2.1 TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO</strong></p>
<p></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido conjuntivo propriamente dito possui ampla distribuição pelo corpo humano, tendo como função sustentação de outros tecidos, preenchimento, amortecimento de choques mecânicos, participação em cicatrizações, atividades de defesa, entre, além de ser responsável pela formação da camada derme da pele.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Este tecido pode ser dividido em dois grandes grupos: frouxo e denso. O tecido conjuntivo propriamente dito frouxo está presente em diversas partes do corpo apresentando como função: preenchimento de espaços entre os órgãos viscerais; suporte e nutrição dos epitélios; envolvimento de nervos e vasos sanguíneos e linfáticos e cicatrização de tecidos lesados. É rico em substância intercelular amorfa e abundante em células. As principais células presentes no tecido conjuntivo propriamente dito frouxo podem ser vistas na tabela abaixo. As células do tecido conjuntivo são as seguintes: fibroblastos, fibrócitos, plasmócitos, mastócitos, macrófagos e células adiposas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido conjuntivo propriamente dito denso é o tipo de tecido conjuntivo no qual há predominância de <strong>fibras colágenas </strong>sobre os outros componentes, apresentando menos células do que no tecido conjuntivo frouxo. Menos flexível e mais resistente às trações do que o conjuntivo frouxo. Pode ser: modelado (regular) ou não modelado (irregular). O tecido conjuntivo denso não Modelado <strong>(Irregular)</strong> apresenta fibras colágenas que se dispõem em feixes arranjados sem orientação fixa, o que confere ao tecido certa resistência às trações exercidas em qualquer direção. É encontrado: na derme, na lâmina própria da mucosa das partes iniciais do aparelho digestivo, cápsula do pulmão (pleura visceral), cápsulas de vários órgãos (baço, rim, fígado, testículo), cápsulas articulares e pericárdio. O tecido conjuntivo denso modelado <strong>(Regular)</strong> apresenta os feixes colágenos orientados segundo uma organização fixa. Trata-se de um conjuntivo que formou suas fibras colágenas em resposta a trações exercidas num determinado sentido. As fibras orientamse de modo a oferecer o máximo de resistência ás forças que normalmente atuam sobre o tecido. É encontrado nos tendões, ligamentos cartilaginosos e ligamentos elásticos.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>3. TIPOS CELULARES</p>
<p></strong></span></p>
<table border="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>
<div align="center"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span><span style="color: #ff0000; font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>TIPO </strong></span><span style="color: #ff0000;"><br />
</span><span style="color: #ff0000; font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong> CELULAR</strong> </span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="color: #ff0000;"><strong>CARACTERÍSTICAS</strong></span> </span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ORIGEM CELULAR</strong></span> </span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Fibroblastos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Responsável pela produção de fibras e substância amorfa.</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Surgem da diferenciação de células mesenquimais.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Macrófagos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Função de fagocitar agentes invasores e alerta o sistema imunológico.</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Surgem da diferenciação  celular.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Mastócitos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Atuam nas reações alérgicas, sendo ricos em heparina e histamina.</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Diferenciação de células da  medula óssea.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Plasmócitos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Ricos em REG atuam na produção de anticorpos. </span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Diferenciação dos linfócitos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Adipócitos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Armazenamento de substâncias energéticas.</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Surgem da diferenciação de  células mesenquimais.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Condroblastos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Produção de fibras e substâncias amorfa na matriz cartilaginosa.<br />
</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Surgem da diferenciação de células mesenquimais.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Osteoblastos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Produção de fibras e  substâncias amorfas do tecido ósseo.</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Surgem da diferenciação de células mesenquimais.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Osteoclastos</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Reciclagem do tecido ósseo. </span></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Células<br />
Mesenquimais</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Originam diversas células do tecido conjuntivo. </span></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Tabela 1. </strong>Principais Tipos de Células dos Tecidos Conjuntivos.</span></em></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>4. TIPOS DE FIBRAS</strong></p>
<p><strong>a) Fibras Colágenas</strong></p>
<p></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">São as mais freqüentes no tecido conjuntivo sendo constituídas de proteína colágeno. Apresentam grande resistência à tração e são inelásticas. A presença do colágeno na derme é responsável pela <strong>elasticidade e resistência</strong> à pele. O colágeno é produzido pro diversos tipos celulares como fibroblasto, osteoblasto, condrócito e célula muscular lisa. Recentemente descobriuse uma relação entre a <strong>vitamina C</strong>, o colágeno e o escorbuto, doença provocada pela deficiência de vitamina C. A falta da vitamina C diminui a produção de colágeno o que leva à perda de fibras colágenas podendo levar a uma dos sintomas do escorbuto que é sangramento das mucosas.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>b) Fibras Elásticas</strong></p>
<p></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">São mais delgadas (1 a 5 micrômetros de diâmetro), não apresentam estriações longitudinais, apresentam grande elasticidade cedendo facilmente a trações mínimas e voltando à forma inicial tão logo cessem as forças deformantes. O componente principal das fibras elásticas é a <strong>proteína elastina.</strong> As fibras elásticas são formadas por fibroblastos e por células musculares lisas.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>c) Fibras Reticulares</strong></p>
<p></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">São fibras muito delicadas (diâmetro de 0,5 a 2 micrômetros) e quimicamente formadas por <strong>colágeno do tipo III</strong> associado a elevado teor de glicoproteínas, sendo, portanto, consideradas como as precursoras das fibras colágenas. As fibras reticulares formam redes flexíveis e delicadas ao redor de capilares, fibras musculares, nervos, células adiposas e hepatócitos, e servem como uma rede para a sustentação de células ou de grupos células nos órgãos endócrinos e linfáticos. São especialmente abundantes e estão sempre associadas a um tipo celular especial, a célula reticular, que ocorre no tecido conjuntivo reticular encontrado formando o arcabouço dos órgãos hemopoéticos (baço, linfonodos, medula óssea vermelha, etc), ou seja, são abundantes em órgãos relacionados ao sangue. Essas fibras são sintetizadas por fibroblastos, condroblastos, osteoblastos e por células epiteliais.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong><br />
5. TECIDOS CONJUNTIVOS ESPECIAIS<br />
</strong><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Como vimos o tecido conjuntivo pode ser dividido ainda em tecidos conjuntivos especiais. Um destes tecidos especiais é o tecido adiposo que tem a função de armazenamento de gorduras, sendo localizado principalmente sob a pele. Uma outra função atribuída ao tecido adiposo é o de preenchimento de espaços entre órgãos, protegendo os mesmo contra choques mecânicos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Outro tecido especial é o <strong>tecido cartilaginoso </strong>que tem como função a formação do esqueleto de alguns vertebrados como os tubarões. Nos mamíferos, como o homem, a cartilagem é responsável pela <strong>formação do esqueleto</strong> quando ainda estamos na fase embrionária. Entretanto, em alguns órgãos essa cartilagem prevalece até o final da vida, dando sustentação e proteção. O tecido cartilaginoso<strong> </strong>é formado por substância intercelular formada principalmente por colágeno, além de células como os condroblastos e condrócitos. Uma característica deste tecido é que, diferentemente dos demais tecidos conjuntivos, o tecido cartilaginoso é avascular, sendo alimentado e oxigenado por difusão.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
<strong>6. REAÇÃO ANAFILÁTICA</strong></p>
<p></span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A reação anafilática é um processo desencadeado por uma <strong>reação alérgica</strong> que representa a sensibilidade a alguma substância denominada alérgeno. O corpo ao entrar em contato com tal substância faz com que as células do nosso corpo denominadas mastócitos se liguem à substância liberando assim grande quantidade de histamina. Entretanto, se a substância for direto para a corrente sanguínea pode desencadear uma reação extremamente violenta, caracterizando o <strong>choque anafilático</strong> que tem como sintomas taquicardia, diarréia, fechamento na glote, etc.</span></p>
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		<title>O Sistema Digestivo ou Aparelho Digestório &#8211; Fisiologia Humana</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fisiologia Humana]]></category>

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		<description><![CDATA[O sistema digestório é responsável pela transformação dos alimentos em partículas muito pequenas, ou nutrientes, que serão utilizados pelas células. Ao conjunto de transformações sofridas pelos alimentos no interior do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema digestório é responsável pela transformação dos alimentos em partículas muito pequenas, ou nutrientes, que serão utilizados pelas células. Ao conjunto de transformações sofridas pelos alimentos no interior do sistema digestório denominamos digestão.</p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1. NUTRIÇÃO</strong></span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O processo de digestão está intimamente relacionado à nutrição. Entretanto, a nutrição não é somente o processo de digestão. Ela envolve uma série de processos que vai desde a ingestão dos alimentos até a absorção das substâncias úteis. Quanto aos tipos de nutrição, os seres vivos, em geral, podem ser:</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a) Carnívoros:</strong> Se alimentam exclusivamente de produtos de origem animal;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b) Vegetarianos: </strong>Se alimentam exclusivamente de produtos de origem vegetal;</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c) Dendritívoros:</strong> Se alimentam de restos orgânicos;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d) Onívoros:</strong> São carnívoros e vegetarianos. A espécie humana faz parte deste tipo de nutrição.</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Por dia, ingerimos uma série de alimentos: pão, leite, arroz, biscoito, feijão, carne, frutas, etc., mas qual a função destes alimentos no nosso organismo? Cada alimento possui uma determinada função.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os alimentos ricos em glicídios (carboidratos) e em gorduras (lipídios) são chamados de <strong>nutrientes energéticos</strong>, ou seja, são responsáveis por fornecer energia ao organismo. Pão, batata, massa, açúcar, cereal, manteiga, carne gorda e chocolate são exemplos destes tipos de alimentos. Os alimentos ricos em proteínas são chamados de <strong>nutrientes plásticos</strong>, ou seja, atuam na estrutura corporal. Como exemplo, podemos citar feijão, soja, ovos e carnes. Há também outros grupos nutricionais, visto em citologia parte II como as vitaminas e os sais minerais. É importante que você faça uma revisão destes elementos.</span></p>
</div>
<div>
<div>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Todo indivíduo necessita de certa quantidade de nutrientes por dia para a realização de suas necessidades. Esta quantidade é denominada de <strong>taxa metabólica total</strong> e pode variar desde 2000 Kcal até 5000 Kcal, dependendo do indivíduo. Quanto mais sedentário for um indivíduo menor deve ser a quantidade ingerida.</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Segundo a OMS, a taxa mínima necessária para um indivíduo adulto ingerir é cerca de 1200 Kcal / dia. Caso a ingestão seja menor, poderá caracterizar a chamada <strong>subnutrição</strong>. No Brasil, a subnutrição ainda é um grave problema. Não podemos confundir subnutrição com a chamada malnutrição. A má nutrição pode determinar diversas doenças como, por exemplo:</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a) Doença de Kwashiorkor:</strong> relacionada à falta de aminoácidos essenciais na dieta alimentar comprometendo a síntese de proteínas diminuindo a pressão osmótica no sangue provocando inchaços de tecido e órgãos pelo acúmulo de água;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b) Constipação intestinal:</strong> Resultado da falta de fibra o que acarreta o chamado intestino preso;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c) Anemias:</strong> Existem vários tipos de anemia, mas aquelas que são provocadas pela falta do Ferro e da vitamina B12 e B9;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A figura abaixo (Figura 1) traz a chamada pirâmide alimentar, uma sugestão de alimentos para uma dieta saudável e balanceada.</span></div>
</div>
<div align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-488" title="piramide-alimentar" src="http://www.acervoescolar.com.br/wp-content/uploads/piramide-alimentar.jpg" alt="" width="645" height="454" /></div>
</div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 1.</strong> Pirâmide Alimentar.</span><br />
</em></div>
<div>
<div align="justify"><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">2. SISTEMA DIGESTIVO</span></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O sistema digestivo humano (Figura 2) é formado pelos seguintes órgãos:<strong> boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus</strong>. Além destas estruturas, outros órgãos atuam também no processo de digestão.</span></div>
<div align="center"><img title="Estrutura do Sistema Digestivo - Fisiologia Humana" src="../../../biologia/fisiologia-humana/imagens/sistema-digestivo.jpg" alt="Estrutura do Sistema Digestivo - Fisiologia Humana" width="359" height="536" /></div>
<div align="center"><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Figura 2.</strong> Estruturas do Sistema Digestivo</span></em>.</div>
</div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A partir de agora, iremos conhecer um pouco mais sobre as principais estruturas citadas na figura acima, e as principais glândulas e enzimas envolvidas.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A digestão humana tem início na boca, a porção inicial do tubo digestivo. Neste momento inicia-se um processo mecânico e químico da digestão. Na boca, encontramos os dentes e a língua que, em ação conjunta, irão preparar o alimento para ser digerido. Os dentes são responsáveis por triturar os alimentos, facilitando assim a atuação das enzimas. Ainda na boca, este alimento irá sofrer a primeira intervenção química através de uma enzima denominada <strong>amilase salivar </strong>(ptialina). Esta enzima servirá para quebrar as grandes moléculas de amido e de glicogênio quebrando-as e transformado-as em dissacarídeos. Esta enzima, como toda proteína, possui um pH considerado ótimo. Neste caso, o pH é aproximadamente 7. A língua fará com que o alimento seja empurrado para a garganta, iniciando-se assim uma segunda etapa.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Uma observação a se fazer, é que estudos atuais mostram que a língua também á capaz de liberar uma enzima do tipo lípase que ajudaria a detectar o sabor dos lipídios.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Após a trituração e o ataque enzimático o alimento é empurrado para a <strong>faringe </strong>em direção ao <strong>esôfago</strong> por um processo denominado de <strong>deglutição</strong>. Durante este processo, uma pequena estrutura localizada na faringe, <strong>glote</strong>, fecha a laringe para que não haja passagem de ar evitando engasgos e tosses. Do esôfago, o alimento desemboca no estômago através de movimentos da musculatura do esôfago e do estômago denominado <strong>peristaltismo</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">No <strong>estômago</strong> a alimento irá sofrer um segundo ataque enzimático promovido pelo chamado <strong>suco gástrico</strong>. Este suco atua em um meio extremamente ácido, pH aproximadamente de 2, e é formado por ácido clorídrico e por uma enzima responsável pela quebra das ligações entre os aminoácidos, a <strong>pepsina</strong>. Estas moléculas de aminoácidos ao serem quebradas formam cadeias menores de aminoácidos denominadas de <strong>peptonas</strong>. No estômago de crianças e de recém-nascidos há uma outra enzima que desempenha um papel fundamental na nutrição do indivíduo: <strong>a resina </strong>é uma enzima que provoca a coagulação da renina, a principal proteína do leite, fazendo com que este fica mais tempo armazenada no estômago. Após este ataque do suco gástrico, o alimento se transforma em uma massa alimenta denominado <strong>quimo</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Do estômago, o quimo passa para o<strong> intestino delgado</strong> onde ocorre a maior parte da digestão humana. O intestino delgado é formado por três partes: duodeno, jejuno e íleo. No duodeno, especificamente, ocorrerá um terceiro e o maior ataque de enzimas provocado pelo s<strong>uco entérico (intestinal) </strong>e pelo <strong>suco pancreático</strong> (Quadro 1). Estes dois sucos atuam em um meio básico e são responsáveis pela maior parte da quebra alimentar da digestão: Dipeptídeos, Lipídios, DNA, RNA e tripsina são alguns exemplos desta quebra. Ainda no duodeno há a atuação de uma substância produzida no fígado, a chamada <strong>bile</strong>. Não devemos confundir a bile com uma enzima, uma vez que esta não atua na quebra de moléculas, apenas emulsifica, une, agrupa a gordura auxiliando na atuação das lípases. A maior parte dos nutrientes é reabsorvida no intestino delgado através de estruturas especiais denominadas <strong>microvilosidades intestinais</strong>. Do intestino delgado o quimo se transforma no chamado <strong>quilo</strong> indo então para a última estação da nossa viagem o<strong> intestino grosso</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">No intestino grosso ocorre a reabsorção de água e a formação de uma massa escura clara chamada fezes. Esta coloração escura é devido a pigmentos originários da bile.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Terminada nossa viagem vamos entender como se dá o controle nervoso da digestão. O processo da digestão é controlado pelo sistema nervoso autônomo e por hormônios como a <strong>gastrina </strong>e a <strong>secretina</strong>. A gastrina é responsável pela liberação da maior parte do suco gástrico no estômago. Sua produção é estimulada pela presença de alimentos altamente protéicos no estômago. A secretina, por sua vez, inibe a secreção do suco gástrico e é estimulada pela entrada do quimo no intestino.</span></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<table width="589" border="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="color: #333399;"><strong>Suco Digestivo</strong></span><br />
</span></td>
<td>
<div align="center"><span style="color: #333399;"> </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="color: #333399;"><strong>Enzimas</strong></span>  </span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="color: #333399;"><strong>pH</strong></span> </span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="color: #333399;"><strong>Substrato</strong></span> </span></div>
</td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong><span style="color: #333399;">Produtos</span> </strong><br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Saliva </span></strong></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
Amilase salivar</span></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Neutro  </span></td>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Polissacarídeos<br />
</span></td>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Maltose e Glicose<br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Suco Gástrico </span></strong></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Pepsina</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Renina</span></td>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Ácido</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Ácido</span></td>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Proteínas<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Caseína</span></td>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Peptonas<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Caseína insolúvel </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">SUCO<br />
PANCREÁTICO</span></strong></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Quimotripsina</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Tripsina</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Amilopsina<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> RNAse</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> DNAse<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Lipase</span></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</span><br />
<span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"></p>
<p></span></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino<br />
</span></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Proteínas e<br />
peptonas</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Proteínas e<br />
peptonas</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Polissacarídeos<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">RNA</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> DNA</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Lipídios</span></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
Oligopeptídeos</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Oligopeptídeos</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Maltose e Glicose</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Nucleotídeos<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Nucleotídeos<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Ácidos Graxos e<br />
Gliceros<br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> </strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>SUCO ENTÉRICO</strong><br />
</span></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Maltase</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Sacarase</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Lactase</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Dipeptidase</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Aminopeptidase<br />
</span></td>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Alcalino</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Alcalino</span></td>
<td><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Maltose</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Sacarose<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Lactose</p>
<p></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Dipeptídeos</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Oligopeptídeos</span></td>
<td><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> Glicose</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Glicose e frutose<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Glicose e<br />
galactose<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Aminoácidos<br />
</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Aminoácidos</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span><em><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>Quadro 1.</strong> Principais Enzimas Digestivas Humana</span></em><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Sistema Endócrino Função, Hormônios e Glândulas &#8211; Fisiologia Humana</title>
		<link>http://www.acervoescolar.com.br/o-sistema-endocrino-funcao-hormonios-e-glandulas-fisiologia-humana/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fisiologia Humana]]></category>

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		<description><![CDATA[O sistema endócrino é formado por um conjunto de órgãos que, através de suas células conseguem sintetizar diversas substâncias químicas. Estes órgãos são denominados de glândulas endócrinas. Estas substâncias químicas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema endócrino é formado por um conjunto de órgãos que, através de suas células conseguem sintetizar diversas substâncias químicas. Estes órgãos são denominados de glândulas endócrinas. Estas substâncias químicas recebem o nome de hormônios.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-484" title="sistema-endocrino" src="http://www.acervoescolar.com.br/wp-content/uploads/sistema-endocrino.gif" alt="" width="314" height="235" /><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>1. SISTEMA ENDÓCRINO<br />
</strong></span></p>
<div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Os hormônios atuam em células específicas do corpo, denominadas de <strong>células alvo</strong>. Estas células possuem em sua membrana proteínas capazes de identificar os Hormônios e a eles se ligarem. As principais glândulas hormonais são: <strong>hipófise (glândula pituitária), hipotálamo, tireóide, supra renais (adrenais), pâncreas, gônadas e as paratireóideas</strong>.</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Alguns hormônios produzidos pela hipófise atuam sobre outras glândulas comandando a secreção de outros hormônios. São os chamados trópicos. Os principais hormônios são:</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>a) Tireotrópicos:</strong> atuam sobre a glândula endócrina tireóide;</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>b) Adrenocorticotrópicos:</strong> atuam sobre o córtex da glândula endócrina adrenal (supra-renal);</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>c) Gonadotrópicos:</strong> atuam sobre as gônadas masculinas e femininas;</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>d) Somatotróficos:</strong> atuam no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">O tecido gorduroso também possui atividade endócrina. Ao acumular certa quantidade de gordura ele produz um hormônio denominado<strong> leptina </strong>que atua no hipotálamo, diminuindo o apetite.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A tabela 1 abaixo resume os principais hormônios, a glândula secretora e sua atuação.</span></div>
<p>&nbsp;</p>
<table width="641" border="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> <strong>GLÂNDULA</strong> </span></td>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> <strong>HORMÔNIO (Regulação)</strong> </span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>FUNÇÃO</strong><br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>HIPÓFISE  </strong></span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong><br />
(NEURO </strong></span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong> HIPÓFISE)</strong></span></div>
</td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Oxitocina </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">(Sistema Nervoso)<br />
</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">ADH </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">(Osmolaridade </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">do Sangue)</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula a contração da musculatura uterina e das glândulas mamárias.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Promove a reabsorção de água pelos rins.</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">HIPÓFISE<br />
(ADENO HIPÓFISE)</span></strong></td>
<td>
<div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Somatotrofina </span></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">(hormônios do</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> hipotálamo)</span></div>
</div>
<hr size="2" width="100%" />
<div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Prolactina </span></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">(hormônios do</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> hipotálamo)</span></div>
</div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">FSH (estrógeno no sangue)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">LH (Progesterona no sangue)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Adrenocroticotróficos (Cortisol)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Tiretróficos (Tiroxina)</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Estimula o crescimento geral do corpo.</span></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Promove a secreção da progesterona e</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;"> estimula a secreção e produção do leite.</span></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula os folículos ovarianos na mulher</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;"> a espermatogênese no homem.</span></span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula o corpo lúteo e a ovulação e as</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> células intersticiais no homem.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula a secreção de hormônios pelas</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> glândulas supra renais.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula a glândula tireóide a secretar</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> seus hormônios.</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">PÂNCREAS</span></strong></td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Insulina (glicose no sangue)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Glucagon (glicose no sangue) </span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula o armazenamento de glicose e a</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> síntese de proteínas.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<p><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><br />
</span></span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula a quebra de glicogênio no fígado.</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>TIREÓIDEA</strong> </span></td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Calcitonina (cálcio no sangue)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Tiroxina</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Deposição de cálcio nos ossos diminuindo</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> a concentração deste no sangue.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula e mantêm os processos </span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">metabólicos</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">MEDULA SUPRA RENAL</span></strong></td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Adrenalina (controle nervoso)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Noradrenalina (controle nervoso)</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Aumenta a concentração de glicose no</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> sangue e vasoconstrição na pele.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Acelera os batimentos cardíacos e</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> vasoconstrição geral no corpo.</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">    </span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">OVÁRIOS</span></strong></td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estrógeno (FSH e LH)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Progesterona (FSH e LH)</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula o crescimento da mucosa uterina</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> e as características sexuais femininas.</span></p>
<hr size="2" width="100%" />
</div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Mantêm o crescimento da mucosa uterina.</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">TESTÍCULOS</span></strong></td>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Andrógenos (FSH e LH)</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estimula a espermatogênese e as características sexuais masculinas.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> </strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>PARATIREÓIDEA</strong><br />
</span></td>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Paratormônio (cálcio no sangue)</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Eleva a concentração de cálcio no sangue liberando-o dos ossos.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<div><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">A tabela 2 mostra as principais disfunções hormonais.</p>
<p></span></p>
<div align="center"><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">PRINCIPAIS DISFUNÇÕES HORMONAIS</span></strong></div>
</div>
<p><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></strong></p>
<table width="655" border="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> <strong>GLÂNDULA (HORMÔNIO) </strong></span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>DISFUNÇÃO</strong><br />
</span></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><strong>SINTOMAS</strong><br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="center"><strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">ADENO HIPÓFISE</span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">(SOMATOTROFINA)</span></strong></div>
</td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Gigantismo (elevada produção)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Nanismo (baixa produção)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Acromegalia (elevada produção em adultos)</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estatura elevada</span></div>
<p><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><br />
</span></span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Estatura baixa</span></div>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Espessamento ósseo anormal </span><br />
<span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">nos dedos, dentes, nariz.</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">NEURO HIPÓFISE (ADH)</span></strong></td>
<td align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Diabetes insípido</span></td>
<td align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Urina abundante e diluída e muita sede. Não há excesso de glicose no sangue nem na  urina.</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"> <strong><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">TIREÓIDE (T3 e T4)</span></strong></td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Cretinismo (baixa produção em</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> crianças)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Bócio endêmico (baixa</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> produção nos adultos)</span></div>
<hr size="2" width="100%" />
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Hipertiroidismo</span></div>
</td>
<td>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Retardamento físico, mental e</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> sexual.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Crescimento exagerado da glândula por deficiência de iodo</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> na alimentação, sonolência, obesidade, edema e pressão arterial e freqüência cardíaca baixas.</span></div>
<p><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<div align="center"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Retardamento físico, mental e</span><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;"> sexual.</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><strong> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">PÂNCREAS (INSULINA)</span></strong></td>
<td align="center"> <span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Diabetes mellitus </span></td>
<td align="justify"><span style="font-family: verdana,geneva; font-size: x-small;">Hiperglicemia, aumento de sede, dificuldade de cicatrização, coma diabético, desidratação.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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