“A filosofia tupi tem de ser forçosamente a “não filosofia”. O movimento da Anta baseava-se nesse princípio. Tomava-se o índio como símbolo nacional, justamente porque ele significa a ausência de preconceito.
Aceitamos todas as instituições conservadoras, pois é dentro delas mesmo que faremos a inevitável renovação do Brasil, como o fez, através de quatro séculos, a alma da nossa gente, através de todas as expressões históricas. Nosso nacionalismo é “verdamarelo” e tupi. O objetivismo das instituições e o subjetivismo da gente sob a atuação dos fatores geográficos e histórico. (Plínio Salgado, Menotti dei Picchia e Cassiano Ricardo) (17/05/1929)
EDITORIAL DA REVISTA FESTAA arte é sempre a primeira que fala para anunciar o que virá. E a arte deste momento é um canto de alegria, uma reiniciação na esperança, uma promessa de esplendor. Passou o profundo desconsolo romântico. Passou o estéril cepticismo parnasiano. Passou as angústias das incertezas simbolistas. O artista canta agora a realidade total: a do corpo e a do espírito, a da natureza e a do sonho, a do homem e a de Deus… (01/08/1972)
Fragmento do Prefácio Interessantíssimo da Paulicéia Desvairada”Leitor:
Está fundado do Desvairismo.
Este prefácio, apesar de Interessante, inútil (…)
Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita.
Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo. (..) A inspiração é fugaz, violenta. (…) Belo da arte: arbitrário, convencional; transitório – questão de moda. Belo da natureza: imutável, objetivo, natural – tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue reproduzir a natureza,nem este é o seu fim. (…)
Donde infiro que o belo artístico será tanto mais artístico, tanto mais subjetivo quanto mais se afastar do belo natural. Outros infiram o que quiserem. Pouco me importa.” Mário de Andrade
Fragmento de “O Espírito Moderno, conferência de Graça Aranha na ABL, em 19/06/1924.
“… Destruo toda essa literatura acadêmica, romântica, literatura que só é literatura e não vida e energia. Construo com o granito, com o ferro, com a madeira, que a terra pródiga me oferece, a morada simples, clara, forte, graciosa dos brasileiros. Ergo os palácios, as fábricas, as estações, os galpões, não copiando as nossas florestas, os nossos montes, más com a força dinâmica libertadora do espírito moderno, que cria coisa própria. Recolho a língua do meu povo e transformo a sua poesia em poesia universal. Faço da minha atualidade a forja do FUTURO.”
Observe parte do projeto que Graça Aranha apresentou à ABL e que foi rejeitado.
–Todos os trabalhos publicados pela Academia, as conferências dos acadêmicos e as obras premiadas pela Academia serão em linguagem corrente, usual, expurgada de todo o arcaísmo ou de expressões do denominado classicismo verbal português.”
– A Academia fará imprimir as obras dos jovens escritores, que não encontram editores e trouxeram à literatura brasileira originalidade e modernidade.
Curiosidades:
– KLAXON, foi a primeira revista do Modernismo, publicada mensalmente, durou de 15/05/1922 até janeiro de 1923. Com um projeto gráfico bastante inovador, esta revista vai buzinando (KLAXON = buzina externa dos automóveis) para pedir passagem para o progresso que vinha chegando.
– O manifesto Pau-brasil foi publicado no jornal Correio da Manhã, em 18/03/1924.
– A Revista da Antropofagia teve duas dentições – A primeira fase publicou dez números entre maio de 1928 e fevereiro de 1929, sob a direção de Alcântara Machado e de Raul Bopp – A segunda fase constou de dezesseis números semanais publicados de Março a agosto de 1929 no jornal Diário de São Paulo, sob a direção de Geraldo Ferraz.
– O Manifesto Nhengaçu Verde-Amarelo foi publicado no Jornal Correio Paulistano, em 17/05/1929.
– A REVISTA possuiu apenas três números, divulgados em julho e agosto de 1925 e em janeiro de 1926. Carlos Drummond de Andrade tentava com os outros redatores divulgar o Modernismo em Minas Gerais. Neste mesmo estado surgiu a Revista Verde de Cataguazes, com cinco edições ocorridas entre setembro de 1927 e janeiro de 1928.
– Estética foi uma revista publicada no Rio de Janeiro em 1924.
– Mário de Andrade participou da revista Terra roxa e outras terras, de São Paulo que circulou em 1926.
– Ainda em 1926 o Centro Regionalista do Nordeste lança seu manifesto Regionalista. A sede do centro era em Recife e a intenção do grupo era “desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste”.