Fernando Henrique Cardoso, apelidado nacionalmente de FHC, assumiu a presidência da República apoiado por uma confortável maioria no Congresso. Praticamente todos os grandes partidos o apoiavam, principalmente o PSDB e o PFL. Criador do Plano Real durante o Governo de Itamar Franco.

Graças ao apoio do Congresso, FHC conseguiu a aprovação para inúmeras emendas constitucionais. Assim, o monopólio da Petrobras foi anulado, ou seja, ela tinha deixado de ser a única empresa no Brasil autorizada a explorar o petróleo. Agora, teria de enfrentar a concorrência estrangeira. A quebra do monopólio estatal também atingiu o setor de telecomunicações.
O governo FHC continuou a política iniciada com Collor de privatização das empresas estatais, apesar dos pro testos da oposição (PT, PC do B, PSB, PDT e partidos menores). Até mesmo a gigante Companhia Vale do Rio Doce (uma das maiores mineradoras do mundo) foi vendida para particulares. O governo foi acusado de vender as empresas estatais a preço muito baixo do que realmente valem.Senador (PMDB) teve papel importante na elaboração da nova Constituição. Ministro de Itamar Franco, liderou a introdução do Plano Real que estabilizou a moeda. Graças ao sucesso da queda da inflação, foi eleito presidente da República em 1994. Seu poder de sedução política levou o Congresso Nacional a admitir a reeleição presidencial. Ele alcançou seu objetivo em 1998 quando Lula foi derrotado pela segunda vez e iniciou o segundo mandato, encerrado em 2002.
O sucesso do Plano Real em conter a inflação fez FHC muito popular e ele foi reeleito presidente em 1998, apoiado por partidos conservadores como o PFL e o PPB (ligado a Maluf). Obteve mais de 53% dos votos válidos e com isso venceu no primeiro turno.
No segundo mandato, FHC continuou o programa de privatizações. Desta vez, foram vendidas as estatais de comunicações.
Em 1997, aconteceu a crise econômica na Ásia que atingiu vários países do Extremo-Oriente. Até a Rússia, cuja parte mais desenvolvida está na região europeia, sentiu grande impacto, levando b presidente Yeltsin a declarar a moratória (impossibilidade de pagar as prestações da dívida externa). O Brasil sentiu os efeitos da retração do mercado mundial. Para enfrentar os efeitos da recessão internacional, o governo desvalorizou o real.
A moeda brasileira, que era trocada com valor próximo do dólar, passou a valer apenas metade da moeda norte-americana. Com isso, caíram as importações (os produtos em dólar passaram a custar o dobro em reais) e melhoraram as exportações (era possível vender produtos brasileiros com preço em dólar mais baixo). A balança comercial brasileira podia ser positiva de novo.
As grandes empresas brasileiras se esforçaram para aumentar a eficiência numa economia cada vez mais globalizada. Investiram em máquinas modernas, tecnologia e treinamento de funcionários. Aumentaram a produtividade, ou seja, diminuíram o tempo de trabalho necessário para produzir. Caíram os custos, aumentaram os lucros. O problema é que essa modernização dispensou mão-de-obra. Eis um dos grandes problemas da economia brasileira no governo FHC: os altos índices de desemprego. Como a economia não crescia o suficiente para absorver a mão-de-obra, milhões de pessoas viveram o desespero de não ter como ganhar o pão de cada dia.
No final do mandato, FHC teve sua popularidade bastante diminuída por causa das dificuldades do país. O alto desemprego e o baixo crescimento econômico estavam na base de uma grande tensão social. A dívida pública ficou gigantesca, o que entrava em contradição com o resultado das vendas das estatais. Sem recursos para investir, ou sem interesse, o governo se viu diante da crise da falta de energia elétrica que provocou o apagão: o país inteiro teve que racionar energia. Mas o racionamento foi proporcional, o que significou que as casas mais ricas tinham permissão de gastar mais energia por mês do que as casas pobres.
Acusado de neoliberal, o governo de FHC não conseguiu diminuir as graves diferenças sociais do Brasil e os serviços públicos pioraram. As universidades federais passaram a receber tão poucos recursos que quase tiveram que parar. Apesar de o governo ter distribuído terras, a reforma agrária estava muito longe de ser completado, o que gerou muitos protestos do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST).
O desgaste do governo FHC impediu que ele fizesse o sucessor. Nas eleições de 2000, Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da república, derrotando o rival mais próximo José Serra (PSDB). É o que veremos no capítulo final.
gosto muito porque nos informa muito
e bom para todas a pessoas nao inporta o nivel e nen a classe ficaren informadas,eu por exemplo estou fazendo um trabalho de escola e gostei do que eu vi.estao de parabens todas as pessoas que produziram esse site,e um conselho dou a vcs sempre falem a realidade sem medo.que DEUS abencoe vcs!!!!!joyce nadllyny