O maior sucesso de seu governo foi o controle da inflação, levado adiante por seu poderoso ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso (FHC), do PSDB. A primeira parte do plano começou a funcionar em dezembro de 1993.
Itamar deu continuidade às privatizações de Collor. No seu governo, foram vendidas gigantescas usinas de aço como a Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda (RJ), a maior do Brasil, e também a Açominas (MG) e a Cosipa (SP), além de subsidiárias da Petrobras. Também autorizou a diminuição de tarifas alfandegárias de diversos produtos, facilitando as importações.

Pouco se lembrava que Itamar Franco era o vice de Collor. Itamar é o mineiro que nasceu no mar: ele veio à luz num navio, quando sua mãe viajava de Salvador para o Rio de Janeiro. Seguiu o pai e também formou-se em engenharia. Mas na faculdade (Juiz de Fora, MG) envolveu-se com o movi mento estudantil. Era o começo da carreira. Nos anos 1960 foi político do PTB, no regime militar, esteve no MDB, quando foi eleito prefeito de Juiz de Fora e senador. Para aproveitar a fama de Itamar de ser político honesto, Collor o tinha convidado para ser o vice da chapa. Agora, com a saída de Collor, Itamar, o vice, assumia a presidência do Brasil em outubro de 1992.Itamar Franco tinha hábitos bem mais austeros do que Collor. Não aparecia pilotando jet-ski ou motos japonesas de última geração. O único assunto que atraía as rodas de fofocas eram suas jovens namoradas, o que não era da conta de ninguém, já que Itamar era solteiro. No carnaval, Itamar se deixou fotografar ao lado de um moça semi-nua, o que foi explorado pela imprensa. Mas o fato é que tudo isso era questão inteiramente pessoal, e Itamar não se tornava melhor ou pior presidente por causa da garota da frente liberal.