O Período Arcaico Grego – Resumo, Esparta e Atenas

A disputa por melhores terras nos gené e externamente entre as tribos produziu um processo de centralização. Para a sua própria proteção, os gené reuniram-se em fratrias; a reunião das fratrias gerou as tribos; finalmente, a união de diversas tribos originou um agrupamento urbano e social mais complexo, a cidade-Estado ou pólis grega.

A partir desse momento, a história política da Grécia começou a ser marcada pela pólis, que, na verdade, não representava só o espaço físico da cidade e das terras agrícolas ao seu redor, e sim designava a organização social, civil, política, moral e religiosa de uma cidade-Estado.

A pólis constituía o centro econômico, cultural, religioso e político de determinada região. Sua organização urbana baseava-se na acrópole (área mais elevada da cidade, onde ficavam os templos), na ágora (praça central) e o no asty (mercado).O desenvolvimento desses centros urbanos dependia basicamente da produção agrícola, isto é, do campo. Na base dessa economia encontrava-se a escravidão: os escravos trabalhavam no campo, enquanto os senhores viviam na cidade. Para manter essa estrutura, era preciso garantir terra fértil e mão-de-obra.

A Expansão ColonizadoraOs principais fatores que levaram os gené à desagregação e à formação das póleis agravaram-se com o tempo: a população aumentou, as terras férteis escassearam ainda mais e a concentração da propriedade exacerbou-se. Além disso, os pequenos camponeses sem terra (chamados de hektemoroi) viram-se obrigados a arrendar terras e a tomar sementes emprestadas aos proprietários. A forma de pagamento era em mercadorias; quando não conseguiam pagar suas dívidas, tinham as terras confiscadas; muitos se tornavam escravos (escravidão por dívidas). Todo esse crítico quadro social, aliado a uma necessidade crescente de obter terras férteis, obrigou os gregos a partir para outras regiões. Por isso, no início a principal motivação colonizadora grega para ocupar novas terras em outras regiões foi agrária (a terra para a subsistência); posteriormente, ela ganharia aspectos mercantis e políticos.

Entre os séculos VIII e VII a.C. os atenienses colonizaram, formando unidades autônomas, uma vasta região, que se estendia pelo sul da França, sul da Itália e norte da África (a chamada Magna Grécia).

Esse impulso colonizador acabou concedendo maiores poderes à aristocracia proprietária de terras (chamada de eupátrida) e aos produtores e comerciantes, enfraquecendo o rei (basileu). O poder passou a ser exercido por uma espécie de órgão executivo (arcontado) dominado pelos eupátridas, em que os arcontes (magistrados eleitos pela aristocracia) desempenhavam suas funções de comando (política, militar e administrativa).

A concentração de terras e poder, os privilégios dos eupátridas e as péssimas condições de vida dos hektemoroi geraram um quadro de insatisfação muito grande.

A vida política da Grécia naquele momento se organizava a partir das cidades-Estados. As duas cidades-Estados mais importantes eram, Atenas e Esparta, pois sua influência se estendeu sobre as demais.

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