O Sistema Esquelético Anatomia – Fisiologia Humana

O sistema esquelético fornece um suporte rígido onde os músculos podem puxar, criando movimentos dirigidos. É constituído pelos ossos e pelas demais estruturas acessoriais como as cartilagens, os ligamentos, os tendões, e etc.

1. COMPOSIÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO

Além da sustentação, o sistema esquelético também atua como reservatório de cálcio e na formação das células do sangue. O esqueleto serve como um verdadeiro reservatório de cálcio para o corpo estando em equilíbrio dinâmico com o cálcio solúvel nos líquidos extracelulares do corpo. Esse equilíbrio, como vimos em Fisiologia Humana parte II, está sob controle de dois hormônios, calcitonina e paratireóide.
Nos animais podemos encontrar basicamente três tipos de esqueletos: esqueleto hidrostático, exoesqueleto e endoesqueleto. O esqueleto hidrostático é o tipo mais simples, sendo encontrados nos animais invertebrados de corpo mole como os anelídeos e cnidários. Este esqueleto não é formado por estruturas ósseas, mas, assim como o próprio nome diz, é formado por um volume de água fechado em uma determinada cavidade do corpo. Quando os músculos orientados em uma determinada direção se contraem, a cavidade corporal é preenchida por água e o corpo se projeta para fora na direção oposta.

O exoesqueleto é uma superfície extremamente rígida formado basicamente por uma proteína denominada quitina. Neste tipo de esqueleto os músculos podem se unir fazendo com que, as contrações musculares produzam articulações dos segmentos permitindo o movimento do exoesqueleto. Os artrópodes são os representantes mais conhecidos deste tipo de esqueleto. O grande inconveniente deste tipo de esqueleto é que ele não permite o crescimento constante do animal. Este se dará durante o intervalo de troca do exoesqueleto chamado muda ou ecdise.

O endoesqueleto é uma espécie de armação interna dos animais no qual os músculos se prendem. É formado pelos ossos que compõe o chamado tecido ósseo. Em relação ao exoesqueleto possui a vantagem de permitir o crescimento, entretanto, o endoesqueleto não fornece a mesma proteção que o exoesqueleto.

2. TECIDO ÓSSEO

O tecido ósseo é o tecido que constitui os ossos, órgãos presentes em animais vertebrados. O osso é formado principalmente por fibras colágenas e fosfato de cálcio, o que confere a estes rigidez e dureza. As principais funções do tecido ósseo são: sustentação, armazenamento de cálcio e fornece inserção para que os músculos e tendões possam se movimentar. A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre o componente orgânico e o componente mineral da matriz. A nutrição das células que se localizam dentro da matriz é feita por canais. No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos celulares típicos: osteoblastos, osteócitos e osteoclastos.

Os osteoblastos são células jovens responsáveis pela formação da parte orgânica da matriz óssea. Atuam também como reservatórios de fosfato de cálcio participando da mineralização da matriz óssea. São células com alta atividade sintética. Quando os osteoblastos cessam a deposição da matriz estes ficam completamente envolvidos por matriz óssea, sendo chamados, a partir deste momento de osteócitos.

Os osteócitos são células que estão localizadas em lacunas dentro da matriz óssea, e são fundamentais na manutenção da integridade da matriz óssea. A comunicação entre osteócitos é essencial para a difusão de nutrientes.

Por fim, os osteoclastos são as células ósseas mais velhas do corpo, sendo responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo. São derivados da mesma linhagens de células que produzem os leucócitos do sangue.

A regeneração dos ossos ocorre devido a interatividade entre osteoblastos e osteoclastos. Resumidamente, podemos afirmar que os osteoblastos seguem os osteoclastos depositando um novo osso. Ao se ter uma fratura, os macrófagos e os osteoclastos removem os coágulos e a matriz óssea que foi destruía. Há também a remoção dos osteócitos que morreram. Em seguida, as células mesenquimais que são responsáveis pela formação das células ósseas passam a se multiplicar diferenciando-se em osteócitos e osteoblastos. Com isso, há a formação do chamado “calo ósseo” que com o tempo vai se organizando até haver a formação de um novo tecido ósseo.

Um dos processos mais importantes do tecido ósseo é a sua ossificação, ou seja, a formação do tecido ósseo que ocorre a partir de uma cartilagem ou de uma membrana do tecido conjuntivo. Existem dois tipos de ossificação. A primeira delas é denominada de ossificação endocondral. A ossificação endocondral é responsável pela regeneração na maioria dos ossos do corpo. È caracterizada por uma substituição gradativa do tecido cartilaginoso pelo tecido ósseo. O segundo tipo de ossificação é denominado de ossificação intramembranosa que é a formação do tecido ósseo no tecido conjuntivo que servirá de molde para o osso.

3. ESTUDANDO OS OSSOS

O esqueleto humano possui 206 ossos, o que totaliza, aproximadamente, 14% de nossa massa corporal. O maior osso de nosso corpo é o fêmur, mais conhecido como o osso da coxa, enquanto que os menores ossos são os ossos da orelha média (bigorna, martelo e estribo).

A estrutura de um osso pode ser compacta ou porosa. Um osso compacto é um osso extremamente rígido possuindo um espaço oco em seu centro, podendo suportar determinadas forças de compressão. Este tipo de osso é formado por unidades estruturais chamadas de sistemas de Harves por onde passam os vasos sanguíneos. Um osso esponjoso ou porosos são ossos leves em função das inúmeras cavidades vazias, mas isso não significa que sejam ossos frágeis. Eles conseguem suportar determinadas pressões.

Os músculos e os ossos trabalham em conjunto em torno de estruturas denominadas juntas ou articulações, onde dois ou mais ossos estão em contato. Os ossos que se encontram nas juntas são unidos pelos ligamentos estruturas flexíveis de tecido conjuntivo denso. Já a união entre os músculos e os ossos é realizada por outro tipo de tecido conjuntivo denso, os tendões.

 

4. ESTUDANDO O ESQUELETO
O esqueleto humano é dividido em duas partes: esqueleto axial, que compreende os ossos da cabeça e a coluna vertebral, e o esqueleto apendicular que compreende os ossos do braço e da perna. O esqueleto dos membros superiores (ossos do braço) se comunica com o esqueleto axial através de dois ossos denominados escápula, que é um osso grande localizado na parte superior das costas, e pela clavícula que esta situada na parte superior do peito.

Na cabeça há um total de 29 ossos sendo que a mandíbula é o único osso móvel. A figura abaixo mostra um esquema com os principais tipos de ossos encontrados na cabeça.

        

Ossos do Esqueleto da Cabeça Humana - Sistema Esquelético

Figura 1. Ossos do Esqueleto da Cabeça Humana.

 

A coluna vertebral é formada por 33 ossos denominados de vértebras. As sete primeiras vértebras da coluna são denominada de vértebras cervicais e fornecem sustentação para a cabeça. Em seguida, encontramos as vértebras torácicas, ligadas ás costelas, formando a caixa torácica. As vértebras lombares que são as maiores da coluna, por isso a função de suportar o maior peso do corpo. Por fim, temos as vértebras sacrais que forma o osso sacro e as vértebras coccianas que formam o osso cóccix.
Ossos da Coluna Vertebral - Sistema Esquelético

Figura 2.
Ossos da Coluna Vertebral.

O esqueleto apendicular é formado pelos ossos dos membros. Cada membro superior é formado pelo braço, antebraço e mão. Os principais ossos encontrados neste membro são: úmero (braço), rádio e ulna (antebraço), ossos do carpo, metacarpo e falange. Já os membros inferiores são compostos por coxa, perna e pé. Os principais ossos são: fêmur (coxa), tíbia, fíbila, patela, tarso, metatarso e falanges.

Esqueleto Humano - Sistema Esquelético

Figura 3. Esqueleto Humano.

Sobre admin