O Tecido Conjuntivo Epitelial – Epitélio e Revestimento

Também conhecido como epitélio, este tecido aparece revestindo o corpo e forrando as cavidades como, por exemplo, o tubo digestivo ou ainda o sistema respiratório, conferindo proteção contra atritos, invasão de microrganismos ou evaporação. Serve também para absorção de alimentos, oxigênio, entre outros.

1. HISTOLOGIA


Reprodução

Associação entre o tecido epitelial e a lâmina própria ou tecido conjuntivo.

A histologia é a ciência que estuda os tecidos. Podemos definir tecidos como sendo “o conjunto de células que desempenham a mesma função”.

2. TECIDO EPITELIAL

2.1 – CARACTERÍSTICAS

O tecido epitelial é bastante abrangente em nosso organismo. Dependendo do órgão em que se encontra, este tecido pode desempenhar diversas funções tais como: absorção e secreção de substâncias (tecido epitelial glandular), proteção e até mesmo a percepção de determinadas sensações (calor, frio, etc).

O tecido epitelial pode ser classificado em dois tipos quanto à função por ele desempenhada: tecido epitelial de revestimento (proteção e percepção de sensações) e tecido epitelial glandular (secreção de substâncias).

O tecido epitelial se caracteriza por ser um tecido onde as células que o formam estão extremamente unidas, justapostas. Esta característica não permite que haja praticamente nenhum espaço intercelular. Por isso, o tecido epitelial também é caracterizado por apresentar pouca ou nenhuma substância intercelular. Graças a estas características o tecido epitelial pode desempenhar com sucesso a função de proteção e revestimento. Outra característica fundamental do tecido epitelial é o fato de ser avascular, ou seja, não apresentar vasos sanguíneos. Isto faz com que os nutrientes e o oxigênio necessários à manutenção de um tecido cheguem através do processo de difusão a partir de tecidos próximos como o tecido conjuntivo. Uma característica que também é extremamente importante é a constante renovação que passa o tecido epitelial. Pelo fato de estarem em contato direto com o meio externo as células epiteliais sofrem constantemente desgastes, havendo a necessidade da reposição. Essa reposição se dá pelo processo de divisão celular a mitose.

Como dito acima, o tecido epitelial pode ser classificado em tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial glandular. Vamos começar nosso estudo pelo tecido epitelial de revestimento.

2.2 – TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO

O tecido epitelial de revestimento é responsável pelo revestimento tanto externo de nosso corpo, quanto pelo revestimento interno de alguns órgãos. Por exemplo, nossos vasos sanguíneos são revestidos internamente por um tecido epitelial denominado tecido endotelial.

O tecido epitelial de revestimento pode ser classificado quanto à forma de suas células ou quanto ao número de camadas celulares. Em relação ao número de camadas de células temos que o tecido epitelial pode apresentar apenas uma camada celular, o chamado tecido epitelial simples (uniestratificado); em estratificado que possui várias camadas de células, e, por fim, em tecido epitelial pseudoestratificado que possui uma única camada celular, mas com núcleos de tamanhos diferentes. Quanto à forma de suas células o tecido epitelial pode ser classificado em: prismático (células prismáticas), cúbico (células cúbicas), pavimentoso (células achatadas) e de transição (células sem formas definidas).

O esquema abaixo mostra alguns destes tipos de epitélios:

Tipos de Tecidos Epiteliais - Histologia Tecido Epitelial Biologia
Reprodução

Figura 1. Tecidos Epiteliais.

2.3 – ESTUDO DA PELE

A pele humana é um dos órgãos mais importantes de nosso corpo. Ela atua não só na defesa de nosso organismo evitando a entrada de microorganismos nocivos, mas, é também, a responsável pela manutenção de nossa temperatura corporal. Ela é formada por tecidos: o mais externo é denominado de epiderme e o mais interno é a derme.
A epiderme é um epitélio pluriestratificado, ou seja, formado por várias camadas de células achatadas justapostas. A camada mais interna é conhecida como epitélio germinativo, e é formado por células que se multiplicam continuamente por mitose. A constante renovação de nossas células epidérmicas ocorre sempre do interior de nossa pele para o exterior. À medida que envelhecem, as células epidérmicas tornam-se achatadas, e passam a fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a queratina. As células mais superficiais, ao se tornarem repletas de queratina, morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água, denominado camada queratinizada ou córnea. Na epiderme ainda são encontrados células denominadas de melanócitos, responsáveis pela produção de melanina, o pigmento escuro que irá fornecer coloração à pele e aos pêlos.

A melanina é uma substância orgânica sintetizada a partir do aminoácido tirosina e atua na proteção de nossa pele absorvendo raios ultravioletas e neutralizando os radicais livres, compostos altamente prejudiciais para nossa pele. O que diferencia a pessoa ter uma pele mais clara ou mais escura não é quantidade de melanócitos presentes, mas sim, a quantidade de melanina presente.

A derme por sua vez encontra-se sob a epiderme, e é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sanguíneos e nervos.

Tecido Epitelial e seus Anexos - Histologia Biologia
Reprodução

 

Figura 2. Tecido Epitelial e seus Anexos.

 

A pele humana apresenta alguns anexos como pêlos, unhas e glândulas. Os pêlos são “fios” bastante finos e ricos em queratina. Os pêlos são resultados da morte de células sintetizadoras de queratina, que ao morrerem são compactados na base e crescem. A movimentação deste pêlo é regida por um músculo chamado de músculo eretor. As unhas são placas de queratina presentes nas pontas dos dedos. Por fim, as glândulas da pele podem ser de dois tipos: glândulas sebáceas (lubrificam a pele e os pêlos) e glândulas sudoríparas (secreção do suor).

2.4 – ESPECIALIZAÇÕES DO TECIDO EPITELIAL

O tecido epitelial possui algumas especializações que auxiliam as células na absorção, na aderência e na superfície de contato. A primeira especialização que vamos estudar é denominada microvilosidade. As microvilosidades são responsáveis por aumentar a absorção das células. Encontrada principalmente em órgãos com função de absorção como o intestino. Os desmossomos atuam conferindo maior aderência entre as células.

2.5 – TECIDO EPITELIAL GLANDULAR

As glândulas ao formarem canais, suas células mais profundas produzem substâncias que são lançadas na superfície dos epitélios, em órgãos internos glândulas digestivas ou externamente, na pele (glândulas sudoríparas, sebáceas, mamárias). Todas essas glândulas são chamadas exócrinas. Quando formam cordões em vez de canais, as glândulas ficam isoladas dos epitélios que as originaram, mergulhadas no interior de outros tecidos. São atravessadas por vasos sangüíneos, e seus produtos são levados diretamente para a corrente sangüínea. Essas glândulas são chamadas endócrinas e seus produtos são os hormônios.

Sobre admin