As pirâmides ecológicas são, representações gráficas das cadeias ou teias alimentares, onde o primeiro nível trófico forma sempre a sua base. Veja abaixo o Estudo do fluxo de energia e matéria dentro de uma cadeia alimentar e as pirâmides ecológicas.
1. ENERGIA E FLUXO DE ENERGIA
Entretanto, estes organismos produtores servirão de alimento para os ocupantes do segundo nível trófico de uma cadeia alimentar, os consumidores primários. Mas, e a quantidade de energia que será aproveitada por estes organismos, será a mesma ou será menor que a energia aproveitada pelos produtores? Como vimos anteriormente em metabolismo energético, os produtores fotossintetizantes necessitam de uma energia grande para a realização de seu metabolismo. Ou seja, boa parte da energia luminosa captada pelos produtores será utilizada por eles para seu metabolismo. Com isso, a energia que sobra para seus predadores, consumidores primários, é bem menor que a recebida inicialmente pelos produtores. À medida que a cadeia alimentar vai passando por outros níveis, tais como consumidor secundário, consumidor terciário, etc.; a energia vai sempre diminuindo a cada nível trófico, encontrando-se bastante reduzida ao chegarem aos decompositores.
A energia que vai passando de um nível trófico para outro não tem como ser devolvida, sendo, portanto, um fluxo sempre unidirecional.


2. PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
2.1 – Pirâmide de Biomassa:
Biomassa é a massa total de matéria orgânica contida em um ser vivo. Podemos relacionar a biomassa com a energia em uma cadeia alimentar, uma vez que quanto maior a biomassa, ou seja, maior a quantidade de matéria orgânica contida no organismo, maior terá sido sua energia. Em uma cadeia alimentar, à medida que vai passando de um nível trófico para outro, a biomassa vai diminuindo, embora tenhamos uma particularidade onde a biomassa individual vai aumentando. Esta pirâmide é representada apresentando uma base extremamente larga (produtor) e um ápice estreito (decompositores).
A pirâmide de biomassa apresenta uma exceção, quando tratamos de biologia marinha. Nesse caso, temos que a pirâmide torna-se invertida, ou seja, o ápice é bastante largo e a base estreita. Isso ocorre somente quando tratamos de uma cadeia alimentar aquática.
Vejamos os exemplos:

É a representação da quantidade de indivíduos presentes em cada nível trófico. Geralmente esta pirâmide é representada com a base larga, sendo que a cada nível novo, há uma diminuição no total de indivíduos. Entretanto, esta pirâmide pode apresentar uma forma inversa, no caso, por exemplo, de haver apenas um produtor.

2.3 – Pirâmide de Energia
3. PRODUTIVIDADE ECOLÓGICA
Como vimos acima, em uma cadeia alimentar há sempre a transferência de energia de um nível para outro. Quanto menor a cadeia alimentar, menor a perda de energia, ou seja, maior o consumo de energia por nível. Mas qual será a quantidade de energia necessária para uma determinada cadeia? Como verificar esta energia?
Existe um conceito denominado de produtividade ecológica que exprime a quantidade de energia captada por cada nível trófico. No caso dos produtores, a energia captada vem diretamente da energia solar, e tem de ser suficiente para a transformação desta energia luminosa em energia química. A quantidade de energia que os organismos produtores conseguem transformar em energia química em um determinado intervalo de tempo, é chamado de PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA (PPB).
Mas esta energia, como o próprio nome diz, é bruta, ou seja, é a quantidade total de energia captada, sem se preocupar com a parte que será dissipada. Mas quanto desta energia será aproveitada pelos demais organismos da cadeia? Quanto de energia ficará retido no tecido dos produtores? A taxa de energia que será fixada nos tecidos dos organismos e, consequentemente, será aproveitado por outro organismo é denominado de PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA (PPL). A PPL pode ser vista como sendo toda a energia que os produtores armazenam a partir da fotossíntese (PPB) menos a que é consumida durante a respiração (R).
PPL = PPB – R
Um segundo conceito é o que se refere à PRODUTIVIDADE SECUNDÁRIA LÍQUIDA que é a energia que os consumidores primários conseguiram retirar dos produtores, menos o que ele gastou no seu metabolismo. Ou seja, é a energia que ficará nos tecidos dos organismos pertencentes à níveis tróficos diferentes.

| 1 BEZERRO | 300 COELHOS | |
| 500 Kg | Peso Corporal |
500 Kg |
| 8,3Kg | Consumo Diário de Feno |
33,3 kg |
| 120 dias | Duração do Feno | 30 dias |
| 0,9 kg | Ganho de Peso por Dia | 3,6 Kg |
| 109 Kg | Ganho de Peso com 1t de Feno |
109 Kg |
| 20.000 kcal |
Perda diária de calor 80.000 | 80.000 Kcal |
A ilustração acima nos mostra que a produtividade secundária líquida de coelhos é aproximadamente 4x maior que de bezerro.