As Pirâmides Ecológicas e a Cadeia Alimentar

As pirâmides ecológicas são, representações gráficas das cadeias ou teias alimentares, onde o primeiro nível trófico forma sempre a sua base. Veja abaixo o Estudo do fluxo de energia e matéria dentro de uma cadeia alimentar e as pirâmides ecológicas.

1. ENERGIA E FLUXO DE ENERGIA

A energia é o principal fator de funcionalidade de um ecossistema. A principal forma de energia é, sem dúvida alguma, a energia solar. O nível trófico primário é sempre ocupado por organismos denominados produtores. Este nível é preenchido por organismos autótrofos, ou seja, organismos capazes de produzir seu próprio alimento.Os organismos autótrofos são fotossintetizantes aproveitando a energia luminosa para a obtenção de energia. A energia produzida e armazenada por estes organismos é suficiente para toda uma cadeia alimentar. Podemos concluir, em um primeiro momento, que os indivíduos produtores são aqueles que, dentro de uma cadeia alimentar, possuem uma maior quantidade de energia.

Entretanto, estes organismos produtores servirão de alimento para os ocupantes do segundo nível trófico de uma cadeia alimentar, os consumidores primários. Mas, e a quantidade de energia que será aproveitada por estes organismos, será a mesma ou será menor que a energia aproveitada pelos produtores? Como vimos anteriormente em metabolismo energético, os produtores fotossintetizantes necessitam de uma energia grande para a realização de seu metabolismo. Ou seja, boa parte da energia luminosa captada pelos produtores será utilizada por eles para seu metabolismo. Com isso, a energia que sobra para seus predadores, consumidores primários, é bem menor que a recebida inicialmente pelos produtores. À medida que a cadeia alimentar vai passando por outros níveis, tais como consumidor secundário, consumidor terciário, etc.; a energia vai sempre diminuindo a cada nível trófico, encontrando-se bastante reduzida ao chegarem aos decompositores.

A energia que vai passando de um nível trófico para outro não tem como ser devolvida, sendo, portanto, um fluxo sempre unidirecional.

Fluxo de Energia
Cadeia Alimentar

2. PIRÂMIDES ECOLÓGICAS

As pirâmides ecológicas são formas representativas de se estudar as variações de energia, número e de biomassa em uma cadeia alimentar. Neste tópico iremos estudar três tipos de pirâmides: pirâmide de energia, de número e de biomassa.

2.1 – Pirâmide de Biomassa:

Biomassa é a massa total de matéria orgânica contida em um ser vivo. Podemos relacionar a biomassa com a energia em uma cadeia alimentar, uma vez que quanto maior a biomassa, ou seja, maior a quantidade de matéria orgânica contida no organismo, maior terá sido sua energia. Em uma cadeia alimentar, à medida que vai passando de um nível trófico para outro, a biomassa vai diminuindo, embora tenhamos uma particularidade onde a biomassa individual vai aumentando. Esta pirâmide é representada apresentando uma base extremamente larga (produtor) e um ápice estreito (decompositores).

A pirâmide de biomassa apresenta uma exceção, quando tratamos de biologia marinha. Nesse caso, temos que a pirâmide torna-se invertida, ou seja, o ápice é bastante largo e a base estreita. Isso ocorre somente quando tratamos de uma cadeia alimentar aquática.

Vejamos os exemplos:

Piramide de Biomassa
2.2 – Pirâmide de Número

É a representação da quantidade de indivíduos presentes em cada nível trófico. Geralmente esta pirâmide é representada com a base larga, sendo que a cada nível novo, há uma diminuição no total de indivíduos. Entretanto, esta pirâmide pode apresentar uma forma inversa, no caso, por exemplo, de haver apenas um produtor.

Piramide de Número de Consumidores

2.3 – Pirâmide de Energia

Como vimos anteriormente, a energia apresentada em uma cadeia alimentar é unidirecional, ou seja, segue apenas uma única direção. A energia sempre decresce do nível de maior energia (produtor) até o nível de menor energia (decompositores). Nunca, portanto, haverá uma pirâmide de energia invertida.

3. PRODUTIVIDADE ECOLÓGICA

Como vimos acima, em uma cadeia alimentar há sempre a transferência de energia de um nível para outro. Quanto menor a cadeia alimentar, menor a perda de energia, ou seja, maior o consumo de energia por nível. Mas qual será a quantidade de energia necessária para uma determinada cadeia? Como verificar esta energia?

Existe um conceito denominado de produtividade ecológica que exprime a quantidade de energia captada por cada nível trófico. No caso dos produtores, a energia captada vem diretamente da energia solar, e tem de ser suficiente para a transformação desta energia luminosa em energia química. A quantidade de energia que os organismos produtores conseguem transformar em energia química em um determinado intervalo de tempo, é chamado de PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA (PPB).

Mas esta energia, como o próprio nome diz, é bruta, ou seja, é a quantidade total de energia captada, sem se preocupar com a parte que será dissipada. Mas quanto desta energia será aproveitada pelos demais organismos da cadeia? Quanto de energia ficará retido no tecido dos produtores? A taxa de energia que será fixada nos tecidos dos organismos e, consequentemente, será aproveitado por outro organismo é denominado de PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA (PPL). A PPL pode ser vista como sendo toda a energia que os produtores armazenam a partir da fotossíntese (PPB) menos a que é consumida durante a respiração (R).

PPL = PPB – R

A produtividade primária líquida é relativamente maior nos ecossistemas aquáticos quando comparados com o ecossistema terrestre, uma vez que os produtores de um ecossistema aquático (fitoplâncton) possuem uma taxa de crescimento extremamente mais rápida e acumulam pouca matéria orgânica nos seus tecidos.

Um segundo conceito é o que se refere à PRODUTIVIDADE SECUNDÁRIA LÍQUIDA que é a energia que os consumidores primários conseguiram retirar dos produtores, menos o que ele gastou no seu metabolismo. Ou seja, é a energia que ficará nos tecidos dos organismos pertencentes à níveis tróficos diferentes.

Produtividade Secundária
 1 BEZERRO   300 COELHOS 
 500 Kg  Peso Corporal
 500 Kg
 8,3Kg  Consumo Diário de Feno
 33,3 kg
 120 dias  Duração do Feno  30 dias
 0,9 kg  Ganho de Peso por Dia  3,6 Kg
 109 Kg  Ganho de Peso com 1t de Feno
 109 Kg
 20.000 kcal
 Perda diária de calor 80.000  80.000 Kcal

A ilustração acima nos mostra que a produtividade secundária líquida de coelhos é aproximadamente 4x maior que de bezerro.

Sobre admin